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Viernes 5 de Junio de 2020
21:22 hs.

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MOVIMENTO ESTUDANTIL
Que o DCE organize a luta na UERJ por Justiça a Marielle e contra Bolsonaro rumo ao dia 18
Redação

No dia 18, está sendo convocada uma Paralisação Nacional da Educação, e esse dia de luta deve estar também a serviço de responder a essa direita que ousa chamar um ato logo após o dia do assassinato da Marielle.

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Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ano de 2020 mal começou, mas já acumula uma série de escândalos do Governo Bolsonaro, como os graves problemas no ENEM que seguem seu projeto de precarização da educação cm cortes nas bolsas, no financiamento das universidades e uma série de ataques ideológicos. No Rio de Janeiro, a população está bebendo agua podre e por todo o país as enchentes causaram mortes e milhares sem casas, tragédias anunciadas do sistema capitalista. Um estado em crise que é dependente economicamente do petróleo e que diante da queda do valor dos barris tende a sofrer um impacto diante deste novo cenário.

A direita e Bolsonaro que só reservam ataques aos trabalhadores estão organizando em todo o país uma marcha contra o congresso, no dia 15, se apoiando no que há de mais reacionário no país para aprofundar sua agenda elitista e autoritária.
Precisamos responder a esses ataques e os exemplos internacionais nos fazem perceber que é possível. Por todo o mundo, milhares de mulheres saíram às ruas em todo mundo nesse 8 de março. No Chile, em Santiago, mais de 2 milhões foram as ruas e na Cidade do México, foram 150 mil mulheres que se colocaram contra o patriarcado e o capitalismo. No Brasil, algumas categorias também mostraram sua força, como Petroleiros no início desse ano, que protagonizaram mais de 20 dias de greve contra a demissão de mil funcionários.

Precisamos nos apoiar nesses exemplos internacionais para responder a essa direita que quer controlar os corpos das mulheres, que odeia as cotas e os negros, e tem relação com as milícias, ao mesmo tempo construindo uma mobilização que arranque a Justiça a Marielle. No dia 14, fazem 2 anos que não sabemos quem mandou matá-la sendo os executores ligados a família Bolsonaro. Por isso, o CASS e o CAGEO UERJ e outros centros acadêmicos estão organizando uma campanha por justiça que deve se colar a uma resposta ao chamado de Bolsonaro. No dia 18, está sendo convocada uma Paralisação Nacional da Educação, e esse dia de luta deve estar também a serviço de responder a essa direita que ousa chamar um ato logo após o dia do assassinato da Marielle.

As calouradas e primeiras semanas de aula precisam servir para nos organizarmos frente a esse processo que pode unificar a juventude aos trabalhadores e ser decisivo para os rumos do país. Nesta quinta os professore realizarão assembleia para debater a incorporação na paralisação prevista para o dia 18. Ainda não há perspectiva de como os estudantes vão se organizar para este dia visto que o DCE não organizou nenhum espaço estudantil, que deveria esta sendo e construído fortemente como parte da calourada, para os estudantes se colocarem garantido forte assembleia geral para o dia 16.

Na UERJ, milhares de trabalhadoras terceirizadas mais uma vez amargam o atraso de salários, aprofundando o caráter precário desses postos de trabalhos e revelando a real face da terceirização. Não podemos nos acomodar com nenhuma falsa normalidade dentro da universidade, precisamos estar atentos a tudo o que acontece e não abaixar a cabeça para essa direita racista e organizar nossa luta em defesa da educação e também contra a esse cenário absurdo que, como já vimos na universidade, pode chegar a culminar em demissões massivas desses trabalhadores sem nem o direito a receber seus salários atrasados e seus direitos trabalhistas.

É uma vergonha que esse DCE, dirigido pelo PT e PCdoB, que está antidemocraticamente no cargo, sem chamar eleições estudantis, há meses (quase 2 anos) além do que deveria visto que o período de gestão deveria durar 1 ano não se coloque a organizar os estudantes para dar uma resposta aos ataques. Esse processo antidemocrático nos trava em nossa organização e impede que os estudantes sejam sujeitos, nos deixando menos preparados para responder, como agora frente ao dia 18. Ao fazer isso, dão as costas aos estudantes, como fazem os governadores do PT e do PCdoB que se voltaram contra os trabalhadores no Nordeste aprovando a reforma da previdência. O lema a “UERJ vale a Luta” não deveria ser uma palavra ao vento como tem usado o DCE mas parte de uma construção real e cotidiana para fortalecer aluta de cada estudante que comemora a entrada na universidade e que batalha cotidianamente para conseguir se manter neste espaço que vem sendo tão duramente atacado.

Nossas entidades devem ser ferramentas de organização política dos estudantes, com espaços de debates, reflexão e decisão dos estudantes e as entidades estudantis devem ser ferramentas de luta dos próprios estudantes. É essa a perspectiva que nós da Faísca defendemos e chamamos todos os estudantes a defende-la conosco.

 
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