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Domingo 29 de Marzo de 2020
16:12 hs.

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GOVERNO BOLSONARO
Paulo Guedes se prepara para expor em Davos a agenda de ataques aos trabalhadores brasileiros
Redação

Amanhã, terça feira, começa em Davos na Suíça, o Fórum Econômico Mundial, uma cúpula dos “donos do mundo”, leia-se: banqueiros, empresários, e líderes políticos de diferentes países que se reúnem para debater como salvar os capitalistas em mais um ano de crise marcado por importantes acontecimentos internacionais. Paulo Guedes se prepara para mostrar sua agenda ultra neoliberal de mais ataques aos trabalhadores brasileiros.

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Paulo Guedes, em entrevista ao programa "Poder em Foco" exibido no SBT, prometeu relatar no Fórum Econômico Mundial, que neste ano não contará com a presença de Bolsonaro, que seu governo tirou o Brasil "da margem de abismo fiscal em que estava" com as reformas econômicas que vem conduzindo, como a da Previdência, a MP da Liberdade Econômica, o "choque de energia barata" e a "desestatização do mercado de crédito".

Guedes também afirmou que vai "confirmar" a mensagem passada na participação no evento do ano passado, de que o País é uma "democracia vibrante que está dando uma demonstração extraordinária de vigor". Isso, dias depois do seu secretário nacional de cultura, Roberto Alvim, ter interpretado o discurso de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, o que rendeu muito rechaço nas redes sociais e a demissão de Alvim.

Disse ainda que a economia brasileira vai crescer "o dobro" do que cresceu no ano passado. Ao fim do mandato de Bolsonaro, prosseguiu o ministro, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do País pode estar "acima de 3%" ou até "em torno de 4%", a depender do andamento das reformas econômicas que ainda não foram aprovadas, mas estão nos planos da sua pasta, como a tributária, a administrativa e o pacto federativo.

Na entrevista, o ministro da Economia repetiu o seu mantra contra os encargos trabalhistas pagos por empresas no País, que ele chamou de "armas de destruição em massa" que estariam "impedindo brasileiros de trabalhar".

Por fim, no tema das privatizações, o ministro declarou ser "essencial" que a Eletrobras seja vendida ainda este ano. Na sua visão, se a Câmara, o Senado e o presidente Bolsonaro não avançarem com a privatização da estatal elétrica, será necessário "tirar R$ 16 bilhões, R$ 18 bilhões do Orçamento" de 2020. "Vai sobrar menos dinheiro para saúde e educação", alertou.

Assim, o ministro de Bolsonaro deixa claro que seu principal objetivo em Davos será exibir para a cúpula dos capitalismo internacional a agenda de ataques que já conseguiu promover em um ano e o que pretende implementar em 2020, com grandes ataques aos servidores públicos, aos direitos trabalhistas e mais privatizações na linha de frente da sua agenda ultra neoliberal.

 
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