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Viernes 5 de Junio de 2020
22:34 hs.

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MARIELLE FRANCO
Desembargadora bolsonarista reafirma calúnia que Marielle trabalhava para o Comando Vermelho
Redação

Desembargadora carioca, fã de Bolsonaro e Sérgio Moro, afirmou em comentários no Facebook que a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2017, teria sido morta por estar envolvida com o Comando Vermelho.

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A desembargadora do TJ-RJ Marília de Castro Neves, fã de Sérgio Moro e Bolsonaro, foi flagrada atacando e caluniando a vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada no Rio de Janeiro, cujo crime segue sem resposta a quase dois anos.

Em seu Facebook pessoal foram encontrada, entre postagem de exaltação de Bolsonaro e Moro, ataques contra Marielle, incluindo acusações de que ela estaria envolvida com o Comando Vermelho, uma das principais facções do país.

A desembargadora carioca tentou se justificar sobre as informações falsas que publicou dois dias após seu assassinato. Marília nega as acusações de calúnia contra Marielle ao mesmo tempo que reafirmou que a vereadora trabalhava com a autorização do Comando Vermelho em favelas do Rio de Janeiro.


Desembargadora reverencia Sérgio Moro, autor do pacote anti-crime. Fonte: reprodução da Internet

A família de Marielle está processando a desembargadora por ter afirmado em comentário no Facebook que a vereadora era "engajada com bandidos" e foi "eleita pelo Comando Vermelho", e que sua morte teria sido ocasionada por ter "descumprido compromissos".

"Quando eu disse que ela estava engajada com bandidos, o que eu quis dizer era que ela trabalhava nessas comunidades. E todo mundo sabe que a pessoa que sobe a comunidade para trabalhar, fazer serviço social, como ela fazia, precisa de autorização do dono do morro. E por isso, também, é que diziam que ela era do Comando Vermelho", afirmou Marília.


Desembargadora defende políticas de extermínio de Bolsonaro. Foto: reprodução de O Cafezinho

Em sua defesa, Marília mostra o caráter racista e reacionário de sua perseguição que não se pauta somente à Marielle, e sim aos moradores das favelas. A desembargadora sugere que Marielle teria se envolvido com o Primeiro Comando da Capital, organização rival do CV, e que por isso poderia ter sido assassinada.

Até agora, todas as provas colocadas à mesas pelas ineficiente investigação sobre a morte de Marielle apontam ao envolvimento das milícias cariocas. Marília, que defendeu policiais e militares em suas postagens, bem como é grande fã do ex-juiz Sérgio Moro, que avança com seu pacote anti-crime para legitimar ainda mais a violência e os assassinatos pelas mãos dos aparatos repressivos do Estado.

Repudiamos o posicionamento asqueroso daqueles que atacam Marielle e a população das favelas cariocas, que trazem consigo um conteúdo racista, sempre os associando ao tráfico. A violência desenfreada no Rio de Janeiro é reflexo da crise capitalista e da "guerra às drogas" implementada pelo Estado, que na prática atua para encarcerar e matar o povo pobre e negro das periferias.

Não podemos permitir que a extrema-direita e suas figuras, que seguem nadando em privilégios, pisoteiem não só sobre a memória de Marielle, mas também de tantas outras crianças, jovens e trabalhadores mortos todos os dias pela polícia racista.

 
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