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Jueves 4 de Junio de 2020
14:32 hs.

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BOLSONARO
"Nós militares somos o último obstáculo para o socialismo" diz Bolsonaro louvando Forças Armadas
Redação

Durante a cerimônia de formatura de alunos do IME (Instituto Militar de Engenharia) no Rio de Janeiro nesta quinta feira passada (12/12), Jair Bolsonaro discursou durante 6 minutos e voltou a dar declarações de afagos às Forças Armadas.

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Durante a cerimônia, Bolsonaro afirmou: "as Forças Armadas foram maltratadas, foram perseguidas. Mas, pelo nosso caráter, nós nos mantivemos em pé. E essa perseguição é simplesmente por uma coisa: é a busca por parte daqueles do poder absoluto. E sabem que nós militares somos o último obstáculo para o socialismo."

Não é de hoje nem tão recente o apreço da família Bolsonaro às Forças Armadas, às torturas e à ditadura militar, não sendo novidade a exaltação que faz o presidente ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador da ditadura. Como desenvolvemos aqui há um histórico enorme de mais de 30 anos em vida pública que Jair Bolsonaro é exímio defensor de tais práticas espúrias de um dos períodos mais horrorosos da história recente do Brasil que foi a ditadura militar.

Também não faltam exaltações ao AI-5 pela família Bolsonaro, reivindicando um metódo de perseguições, desaparecimentos e morte a militantes de esquerda. Para completar, em março deste ano, permitiu que os quartéis fizessem as "comemorações devidas" aos 55 anos do golpe de 64.

Bolsonaro diz que as Forças Armadas foram maltratadas e perseguidas fazendo alusão ao período em que o PT estava no poder mas isso não corresponde a nenhuma verdade absoluta. O PT que em 13 anos governou o país em nada avançou para que houvesse um julgamento, punição e restituição indenizatória às famílias de militantes torturados e/ou mortos na época da ditadura militar. A Comissão Nacional da Verdade em nada avançou ao manter intacta a lei de anistia ampla, geral e irrestrita (lei 6.683/79) que iguala torturadores com torturados. Se assim avançassem para uma investigação independente teriam que questionar profundamente qual foi o próprio papel que o PT cumpriu naqueles anos e assim também questionar os pactos que firmaram para que o processo de "redemocratização" e não uma queda revolucionária da ditadura militar, viesse se dar por meios da democracia burguesa através do voto, pela campanha "Diretas Já", um claro desvio do processo.

Nós do Esquerda Diário sempre defendemos que uma investigação independente dos crimes da ditadura, sejam de militares ou de civis que financiaram boa parte dos governos da época, fosse coordenada por órgãos de defesa dos direitos humanos, associações de familiares de desaparecidos, para que houvesse justiça em uma real Comissão Nacional da Verdade.

Bolsonaro agora ressalta novamente o papel repressivo das forças armadas contra a esquerda e a oposição ao seu governo em um cenário no qual internacionalmente a luta de classes retorna como no Chile, França, Argélia e tantos outros lugares. Lutar contra uma sociedade na qual a maioria da população vive na miséria enquanto uma pequena parcela de patrões lucra com a exploração é um direito, e as forças repressivas existem para atuar como braços armados do Estado para manter essa sociedade de classes. Contra toda perseguição e repressão, por uma sociedade livre de todo tipo de exploração e opressão, viva a luta dos trabalhadores internacionalmente!

 
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