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Domingo 17 de Noviembre de 2019
18:12 hs.

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PETROBRÁS
Planos de privatização da Petrobrás geram milhares de demissões de terceirizados
Redação

Sindicato denunciou que com a desocupação de instalação da Petrobras na Bahia, cerca de 2,5 mil funcionários terceirizados serão demitidos, e os 1,5 mil trabalhadores efetivos serão transferidos. É consequência direta do projeto privatista de Bolsonaro e Paulo Guedes, que querem liquidar uma Petrobras já enfraquecida pela ofensiva da Lava-Jato.

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O edifício administrativo Pituba em Salvador será desocupado pela Petrobrás, desempregando cerca de 2,5 mil terceirizados e mais milhares de empregos indiretos. A empresa vem sendo gradualmente desmontada com demissões de terceirizados de diversos setores e fechamento de diversas instalações.

Os planos do governo para a Petrobras são de entrega de diversas instalações para os capitalistas, sendo as plantas do estado da Bahia alguns dos principais alvos: além do edifício Pituba, está prevista a privatização da Refinaria Landulfo Alves em São Francisco do Conde e o arrendamento por 10 anos da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen).

Essa ofensiva privatista de Bolsonaro e Guedes vem para aprofundar a entrega de recursos ao capital estrangeiro. Além do fechamento dessas instalações, recentemente Bolsonaro fez um decreto que dá “super-poderes” ao Ministério da Economia de Paulo Guedes para privatizar o que quiser, e também vai leiloar a gigantesca reserva de petróleo da “cessão onerosa”, a maior reserva petrolífera já descoberta no Brasil para a qual estima-se valores trilionários em petróleo bruto.

Essa entrega de recursos para o capital estrangeiro vem acompanhada de severos ataques contra os trabalhadores efetivos e terceirizados da Petrobrás, com milhares de demissões como estas de Salvador e centenas de milhares que vêm acontecendo ao longo do desmonte da estatal desde 2014, sobrecarregando brutalmente os trabalhadores que continuam em seus postos. Além disso há a tentativa de reduzir diversos direitos dos trabalhadores Petroleiros, prevendo “aumentos” abaixo da inflação e outros ataques aos acordos coletivos feitos.

É preciso se enfrentar com a entrega dos recursos naturais do país ao imperialismo e ataques aos trabalhadores, sejam efetivos ou terceirizados. Os recursos do país não podem servir para enriquecer bilionários estrangeiros e nacionais, mas sim para atender as necessidades do povo, como educação, saúde e emprego. Com uma Petrobras 100% estatal e controlada pelos trabalhadores seria possível garantir segurança e racionalidade operacional à produção, acabar com as demissões e super-exploração de terceirizados incorporando-os à empresa com os mesmos direitos dos petroleiros, seria possível garantir à toda população que estes recursos seriam usados em prol do povo brasileiro e não da da rapina imperialista e da corrupção.

 
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