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Martes 15 de Octubre de 2019
01:03 hs.

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DESEMPREGO
Exploração e racismo: negros são os mais afetados pelo desemprego no governo Bolsonaro
Redação

Segundo os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego entre os brasileiros que se declaram brancos que é de 9,5% permaneceu abaixo da taxa de desocupação dos autodeclarados negros, de 64,3% no segundo trimestre. No mesmo período o percentual na população desempregadas de mulheres chegou a 52,8%, formando mais da metade da população sem emprego no país. O racismo e o machismo potencializam a exploração do trabalho, e isso fica explícito nas taxas de desemprego.

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Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, a taxa de desempregados no segundo semestre entre jovens de 18 a 24 anos superou o dobro da média geral. São 4.038 milhões de jovens sem emprego no país, num total de 12.766 milhões de desempregados, enquanto o desemprego entre jovens chegou a 25,8% o percentual total foi de 12%.

Essa é apenas uma mostra do que Bolsonaro e seus aliados têm a oferecer aos trabalhadores, sobretudo a juventude, aos negros e às mulheres, não bastassem a reforma da previdência, a MP da "liberdade econômica" que permite trabalho aos fins de semana, os cortes na educação e o Future-se, a juventude ainda terá que conviver com a diminuição intensa dos postos de emprego.

Isso se dá porque a exploração do trabalho que agora vemos explicitamente com os ataques colocados, que vêm para nos fazer trabalhar até morrer sem nenhum direito, se potencializa quando se trata de um negro, mulher, pobre. Quando é preciso explorar mais, precarizar o trabalho, tirar emprego de alguém, esses são os primeiros alvos. Os postos de trabalho mais precários para os jovens negros são em serviços como uber, rappi, entre outras empresas com jornadas extenuantes que chegam a 12 horas diárias, levando até a mortes no trabalho como foi o caso de Thiago Dias.

Se por um lado vemos uma política de “segurança pública” racista incentivada por Bolsonaro que vêm encarcerando e assassinando a juventude negra diariamente nas favelas e periferias, por outro, vemos que essa política racista tem uma outra face ainda mais cruel que aprofunda o racismo estrutural em nosso país largando às traças uma juventude cheia de sonhos e esperança sem poder trabalhar.

Os números não mentem, a taxa crescente de desempregados, principalmente entre os jovens e os negros, deixa bastante evidente que parte da política racista de Bolsonaro é tornar suas vidas a mais miserável possível. Desde sua campanha eleitoral marcada por discursos de ódio contra os negros e negras, Bolsonaro firmava uma posição de enfrentamento aos negros, se colocando como uma ameaça real as suas vidas e a tudo que pudesse representa-los como a cultura negra, a identidade negra, etc.

Por hoje, temos provas mais que suficientes para afirmar que Bolsonaro é um inimigo declarado da juventude e dos trabalhadores, ao mesmo tempo que mantém um alto número de jovens, em maioria negros, e mulheres desempregadas, garante os lucros dos capitalistas através do pagamento da ilegal dívida pública e dos processos de privatização que quer implementar no país.

 
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