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Jueves 17 de Octubre de 2019
10:01 hs.

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TORTURA
Três presos são torturados por dia nas bárbaras prisões do Rio, aponta Defensoria Pública
Redação

Cerca de três presos foram agredidos por dia de forma física ou psicológica no período de agosto de 2018 a maio deste ano no estado do Rio de Janeiro. Os dados são da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) que recebeu 931 denúncias de tratamentos desumanos cometidos nos presídios.

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Do total de denúncias feitas pelas vítimas, 895 foram feitas por homens, 590 por pessoas que não chegaram a completar o ensino fundamental e 659 por pretos e pardos. Os dados denunciam a política de extermínio da população negra e pobre levada a cabo por Witzel, que constantemente dá declarações autoritárias e racistas, e cuja polícia matou 6 crianças em 5 dias em operações.

O mais recente disparate de Witzel veio durante uma entrevista para a atriz Antonia Fontenelle, onde afirmou que “vai matar” quem “sair de fuzil na rua” e chegou ainda a sugerir à população que substituísse a arma por uma bíblia. Witzel conscientemente ignora os assassinatos covardemente cometidos por sua polícia que mata inocentes diariamente, chegando a assassinar brutalmente um bebê de apenas um mês de vida que teve seu atendimento impedido.

Mesmo com o aumento de mortes de civis, Witzel se mostra irredutível em sua política de segurança. Em um evento na noite de quarta-feira no Palácio Solar do Jambeiro, em Niterói, manifestantes entraram entoando palavras de ordem pedindo pelo fim da violência policial que vitimizou seis jovens apenas nos últimos cinco dias: “tem que parar de matar aluno, governador!”. Os policiais expulsaram os manifestantes, e foram elogiados por Witzel que reiterou não retroceder: “É bom ele se render porque senão a gente vai continuar abatendo quem está de fuzil na mão"

O autoritarismo da polícia do Rio de Janeiro é apoiado não só pelo discurso do governador do estado como pelo próprio Bolsonaro, que chegou a exonerar todos os peritos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura que monitora as violações de direitos humanos. O MNPCT, responsável por fazer estudos e relatórios sobre tratamentos desumanos cometidos em presídios e hospitais psiquiátricos, tem passado por um esvaziamento para que não seja mais capaz de exercer seu papel de denúncia de atrocidades cometidas em presídios, deixando claro que a já histórica conivência do Estado brasileiro com a tortura e os abusos por parte da polícia e demais instituições, como os manicômios, se agrava imensamente sob governos de extrema-direita como os de Witzel e Bolsonaro.

Bolsonaro quer acabar com os poucos e insuficientes órgãos que denunciam as práticas violentas e torturas cometidas em presídios. Assim como Bolsonaro, Witzel dá carta branca para os policiais assassinarem a população negra e pobre, utilizando os métodos mais cruéis de extermínio dos trabalhadores e da juventude.

 
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