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Lunes 16 de Septiembre de 2019
04:10 hs.

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Censura
Show do BNegão é censurado durante Festival de Inverno no MS
Redação

Aprofundando ainda mais o autoritarismo, Bolsonaro coloca todas suas mangas de fora aprovando ainda mais cortes na educação e declarando absurdo apoio à ditadura e a tortura. É em meio a esse cenário que a censura à arte e cultura vem em uma crescente.

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Agora, além de usar a Ancine
como veículo de propaganda das produções que lhe interessam e barrar as que se apresentam minimamente na contramão de sua abjeta ideologia e de usar também a Fundação Nacional de Arte como um verdadeiro balcão de negócios , agora usa a polícia para censurar diretamente os artistas.

Durante o Festival de Inverno de Bonito, no Mato Grosso do Sul, ecoaram desde o público gritos contra o presidente. Já durante o show da cantora Gal Costa se ouvia da plateia um coro de “ei, Bolsonaro, vai tomar no c*”. Com o público já no clima , entram no palco BNegão e a banda Seletores da Frequência, com um espetáculo incrível como sempre, e repleto de críticas ao presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto BNegão criticava duramente o presidente, se colocava também contra a violência policial e contra os ataques nas aldeias Wajãpis, no Amapá. Foi então que o show foi interrompido pela Polícia Militar, segundo alguns presentes que divulgaram o episódio nas redes sociais.

“A polícia chegou truculenta expulsando todo mundo”, disse uma das pessoas que assistiu ao show e que teve o relato divulgado nos stories do BNegão.

Em resposta a uma conta que disse que o festival devia explicações, BNegão disse que o festival “não tem culpa no cartório”.

Veja alguns dos relatos que foram divulgados no perfil do cantor:

Contra o artista já não é a primeira vez que a censura acontece. E também não é de agora que um crescente e ascendente autoritarismo ataca grupos, mostras,
artistas e coletivos
. Já foram inúmeros os casos de censura a peças e obras,
recaindo ainda mais o peso sobre os artistas negros, que já sentem na pele os absurdos do racismo que inclusive, o próprio governo dissemina. Par e passo ao aprofundamento de medidas duras contra a população avança o governo numa escalada de combate ideológico, tentando a todo custo, literalmente calar vozes e manifestações que minimamente se coloquem contrárias às suas arbitrariedades.

Veja também: Tamikuã Txihi: "O novo governo quer acabar com a vida em nome do lucro e por meio da matança"

É preciso ressaltar o quanto as últimas semanas carregaram o peso de um concreto aprofundamento do autoritarismo de diferentes setores do governo. Acompanhamos por exemplo, a portaria 666 para expulsão de estrangeiros, em direta perseguição também ao jornalista Glenn Greenwald. Outros casos odiosos e inaceitáveis dos últimos dias foram o assassinato de um assentado do MST em uma manifestação e o ataque à uma militante trans do PSOL em São Paulo.

Contra os índios está sendo travada uma verdadeira guerra, e o último ataque a uma aldeia foi responsável pelo assassinato de uma liderança indígena. E diante desse brutal ataque, Bolsonaro responde defendendo a legalização do garimpo. E para fechar com chave de ouro, ao se referir a um desaparecido da ditadura militar, o presidente faz questão de evidenciar mais uma vez seu grotesco apoio a ditadura e a tortura. E segue atacando em vários flancos, com o objetivo de levar até o final o projeto de que a crise seja paga com suor e sangue de trabalhadores, mulheres , negros, jovens, LGBTs, índios e a população pobre.

Por isso, agora mais do que nunca, é inaceitável que sejamos censurados e privados de expressar livremente nosso pensamento. É preciso dizer em alto e bom som: : BOLSONARO, TIRE AS MÃOS DA CULTURA! NÃO ACEITAREMOS CENSURA E REPRESSÃO!

Nesse sentido, é fundamental que siga sendo travada a luta para construção e efetivação de uma estratégia baseada na luta de classes, para que sejam contidos e combatidos os ataques deste governo que é fruto de um golpe institucional e serve aos ditames imperialistas. Urge que sejam organizadas centenas de plenárias e frentes de luta nos locais de trabalho e estudo, rumo a exigir que as centrais sindicais rompam com a paralisia e organizem um verdadeiro plano de lutas, colocando também o quanto é essencial que superemos a política de conciliação de classes e a ilusão reformista e parlamentarista que o petismo deixou como legado e que hoje seus governadores estejam ao lado de Maia pela aprovação da reforma da previdência.

 
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