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Jueves 14 de Noviembre de 2019
09:12 hs.

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SÉRGIO MORO
Moro aplaude polícia de imigração de Trump, cuspindo nos corpos de imigrantes mortos
Ricardo Sanchez

Em troca de apoio de Trump vale tudo. Vale ajudar as petroleiras americanas com a Lava Jato mas vale também elogiar a polícia de imigração americana enquanto o mundo se escandalizava com a morte de um imigrante e sua filha.

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Os muros capitalistas matam crianças, adultos, escravizam seres humanos. O choque e o ódio a esta realidade repete-se a cada dia no Mediterrâneo e na fronteira dos EUA e do México. Trump vem erguendo sujas prisões, separado crianças de seus pais. E, na mesma semana que o mundo escandalizava-se com um pai e seu filho afogados, abraçados, estava Sérgio Moro no mesmíssimo Texas para “aprender” com a experiência de Trump em como maltratar imigrantes.

Óscar Alberto Martínez Ramírez de 26 anos e sua filha Valéria morreram abraçados, ela envolta em sua camiseta enquanto tentavam cruzar o Rio Bravo em Brownsville, Texas. Fugiam da fome, do desemprego causados em boa parte pela política do imperialismo onde procuravam refúgio, esperança. Fugiam também de uma polícia que separaria ela de seu pai e a colocaria em uma jaula, como tanto tem sido denunciado nos EUA.

Na mesma fronteira, alguma centenas de quilômetros a noroeste, em El Paso, estava Moro aplaudindo os serviços de imigração americana e prometendo aprender com eles:

Sérgio Moro foi aos EUA em viagem secreta, sem agenda divulgada previamente. Há diversas informações não confirmadas que dão conta de que ele teria se reunido com órgãos da CIA e FBI especializados em espionagem eletrônica, algo bem útil para tentar apagar os vestígios das provas de que sua atuação foi arbitraria e golpista na Lava Jato.
Para além da agenda “secreta” não há nenhum segredo de que ele que foi também ao DEA aprender mais sobre a racista política de “guerra as drogas”, justo quando seu governo está envolvido em escândalo internacional envolvendo tráfico de cocaína utilizando o avião presidencial.
A busca de aprender com a DEA americana tem como intuito reforçar as arbitrariedades já expressivas no cotidiano da atuação das polícias e que prometem se multiplicar se implementada a “lei Anti-Crime” de Moro. Uma lei que é a continuidade lógica dos abusos que ele tanto praticou na Lava Jato, mas agora voltada a todos pobres, negros e trabalhadores, para os quais a polícia teria “excludente de ilicitude” se matarem “sob estresse”.

Outra parte conhecida da visita de Moro é sua explícita intenção de buscar apoio nos aliados no governo Trump, no Department of Justice e no Department of State, saiba mais sobre esses interesses nada secretos neste artigo. Sua viagem também coincidiu com a viagem de Dallagnol, que, por sua vez, foi a instituição financiada pela ministra da educação de Trump e pela petroleira Exxon, uma instituição nomeada em homenagem a racista britânico.

A injúria, o insulto de Moro aplaudir a polícia imigratória americana de Trump, aplaudir o racismo e violência da DEA mostrando até que ponto ele descende para buscar apoio a si mesmo depois dos questionamentos que está sofrendo quando os vazamentos da Intercept comprovaram o que este Esquerda Diário e tantos outros já tinham mostrado, a Lava Jato tinha intenções políticas golpistas.

Para se blindar Moro quer ajuda de Trump. Mesmo que isso passe por cuspir nos corpos ainda quentes de Óscar e da pequenina Valéria.

 
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