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Viernes 13 de Diciembre de 2019
16:22 hs.

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RIO GRANDE DO NORTE
Servidores do RN farão paralisação contra desmonte do SUS e ataques de Fátima Bezerra (PT)
Redação

O Sindsaúde, sindicato que representa os servidores da saúde do estado do Rio Grande do Norte, informou que a categoria vai fazer uma paralisação dia 3 de julho (quarta-feira) com as pautas de pagamento dos atrasados; reajuste; adicional de insalubridade e contra o desmonte do Sistema Único de Saúde.

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O servidores da saúde do RN estão com pagamentos atrasados do fim de 2017 e 2018, a dívida do estado com os trabalhadores já atinge por volta de 1 bilhão de reais, e a categoria tem se manifestado desde o início do ano denunciando esta situação. Apesar das mobilizações, a greve do começo do ano foi judicializada pelo governo do estado, que ameaça fechar pelo menos dois hospitais da rede pública.

A categoria está sem reajuste nos salários há dez anos, com a paralisação marcada para dia 3 de julho reivindicam um reajuste de 16,38%. Para além disso, há denúncias de postos de saúde sem estrutura mínima para o atendimento dos pacientes como maca, leitos, medicamentos e materiais de higiene. Os trabalhadores estão com sobrecarga e tendo que enfrentar situações de insalubridade, e por conta disso reivindicam também adicional de insalubridade.

Apesar da demagogia principalmente por parte das centrais sindicais ligadas ao PT e PCdoB, como a CUT e a CTB, os governadores desses partidos se comprometeram por meio de uma carta à compactuar com a Reforma da Previdência, além disso, nos estados que governam, reprimem manifestantes, atacam os direitos dos trabalhadores e aplicam as medidas da injusta Reforma Trabalhista, aprovada no governo golpista de Temer. São parte, em seus estados, de avançar com os ajustes neoliberais dos quais necessitam o mercado e o governo Bolsonaro.

Fátima Bezerra é acusada - com razão - de querer desmontar o SUS, deixando de investir recursos no sistema público e colocando os trabalhadores em uma situação de precariedade. Em 2018 foi decretada situação de calamidade duas vezes na saúde pública da região, apesar disso, a situação não mudou e Fátima nem sequer definiu calendário para pagamento dos atrasados.

Para o dia da paralisação está previsto um ato público em frente à Governadoria onde a categoria pretende demonstrar força e apresentar suas reivindicações. Em um contexto de Governo Bolsonaro, no qual os direitos dos trabalhadores e os serviços públicos estão ameaçados, é fundamental categorias que se colocam como linha de frente das mobilizações, denunciando o caráter traidor do Partido dos Trabalhadores que atua negociando nossos direitos no parlamento e traindo as mobilizações nos locais de estudo e trabalho.

Frente a demonstração de força da juventude nos dias 15 e 30 de Maio e a Greve Geral do dia 14 de junho, as centrais sindicais e a UNE devem aos trabalhadores e aos estudantes um forte plano de lutas capaz de derrotar todos os ataques da extrema direita e avançar pela conquista de nossos direitos. Todo apoio à paralisação da saúde do RN!

 
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