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Lunes 16 de Septiembre de 2019
08:45 hs.

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CONUNE: UERJ
UERJ: Chapa "São Eles ou Nós" conquista três delegados para o Conune 2019
Redação

A chapa "São Eles ou Nós: que os capitalistas paguem pela crise", composta pela juventude Faísca, o grupo de mulheres Pão e Rosas e independentes, que estava concorrendo as eleições de delegados para o CONUNE 2019 conquistou 3 dos 33 delegados representantes dos estudantes da UERJ, levando a frente a ideia da unidade da juventude com os trabalhadores para enfrentar os cortes na educação e a reforma da previdência e de que é preciso levantar um programa para fazer com que sejam os capitalistas a pagarem pela crise. Veja abaixo o texto de agradecimento da chapa.

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No último dia 29, se encerraram as votações que tiraram os delegados para o 57° CONUNE na UERJ. Nós que compusemos a chapa 2 - São eles ou nós: que os capitalistas paguem pela crise - gostaríamos de agradecer a cada estudante que participou desse processo conosco. Cada estudante que compôs a chapa conosco, que pegou material, que apoiou e divulgou em sua sala, que usou adesivo, que compartilhou nossas ideias nas redes e que, politicamente nos apoiou com seu voto foi fundamental. Teremos 3 delegados, eleitos com 329 votos (num total de 3874 votantes) em diversos cursos e campus da universidade, que irão a Brasília em Julho levantar que nossa luta é uma só, contra a reforma da previdência e os cortes na educação, e que por isso é preciso um movimento estudantil que se alie aos trabalhadores, pois só assim seremos fortes o suficiente para derrotar Bolsonaro e a extrema direita que tem ódio de classe contra trabalhadores e os oprimidos e que chegou ao poder com o golpe institucional.

O significativo número de estudantes que participaram deste processo, seja compondo alguma das chapas ou participando do processo de votação, é uma expressão da politização a qual está imersa as universidades no último período. Essa politização, que se transformou em milhares de jovens, estudantes e profissionais da educação nas ruas nos últimos atos do dia 15 e 30 de Maio, é também uma indignação profunda ao governo de Jair Bolsonaro e suas propostas que atacam profundamente a educação, o nosso futuro e os direitos dos trabalhadores como parte de um único plano para fazer com que sejamos nós a pagar pela crise.

Foram eleitos 33 delegados distribuídos proporcionalmente de acordo com os votos totais de cada chapa, sendo que a chapa 1 (grupos que compõe o DCE como CNB, UJS, LPJ, Articulação de Esquerda, Marighella, Articulação Popular) teve 2.866 votos com direito a 24 delegados, a chapa 2 (Faísca e Pão e Rosas) teve 329 votos com direito a 3 delegados, a chapa 3 (Rebeldia/PSTU) teve 95 votos com direito a 1 delegado e a chapa 4 (RUA, PCB, PCR, Juntos) teve 567 votos com direito a 5 delegados. Brancos e nulos somaram 17 votos .

Nós, junto a diversos estudantes de outros cursos, levantamos a necessidade de construir um só luta que unifique a luta contra os cortes e a luta contra a reforma da previdência. Isso, que vai na contra-mão da política levantada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) dirigida majoritariamente pela UJS/PcdoB, PT e Levante e pelas centrais sindicais (CUT/PT e CTB/PcdoB) que seguem atuando para manter essas pautas separadas como foi visto durante a construção do dia 30M.

Levantaremos também, em cada sala de aula, panfletagem e durante toda a campanha, que o movimento estudantil e a juventude precisam superar suas direções, como na UNE e o DCE da UERJ, que atualmente são entidades estudantis dirigidas por correntes como UJS (PCdoB) e PT, que apesar de dizerem que estão contra os cortes separam nossas lutas das lutas dos trabalhadores e na política nacional apoiam o Rodrigo Maia na presidência da Câmara, como fez o PCdoB. Ou como o PT, que tem seus governadores apoiando a reforma da previdência e até a cobrança de mensalidade nas universidades, seguindo a política de conciliação que abriu espaço para a direita golpista. Ou ainda pelo Levante Popular da Juventude, que segue a política do PT. E para isso defenderemos que nossas lutas têm de estar nas nossas mãos e que, a partir dos seus espaços de base, seja os estudantes e jovens que decidam os rumos do movimento.

Levaremos as propostas profundas para responder a crise que hoje assombra o futuro da juventude, defendendo que sejam os capitalistas a pagarem pela crise e não nós.

Levaremos a história de luta da UERJ que fomos parte importante de construir nesses últimos anos e os exemplos que demos, principalmente a partir do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ - CASS que nós da Faísca e Pão & Rosas dirigimos junto de independentes, que poderiam ter sido dados pelo conjunto da Oposição de Esquerda no último período, como a paralisação por justiça por Marielle e contra a reforma da previdência.

Os 54 votos que tivemos em cursos como a Geografia, que junto ao Serviço Social (onde tivemos 97 votos) paralisou por Marielle e contra a Reforma da previdência, mostram a força dos exemplos e da batalha para construir um movimento estudantil que seja construído desde a base e que se coloque como uma oposição real a paralisia imposta pela UNE e pelos setores que a dirigem. Essa força se expressou também em no curso de Artes, no IFCH, na Educação Física e em cada sala de aula que passamos levantando nossa política e nosso programa para que o movimento estudantil possa cumprir o papel histórico que está colocado hoje. A possibilidade de cumprir este papel precisa ser encarada por cada estudante para que juntos à classe trabalhadora possamos construir um dia 14J, quando está sendo chamada um dia de Greve Geral contra a Reforma da Previdência, a altura para enfrentar nossos inimigos e seus planos. Essa é a batalha que nós da Faísca vamos dar rumo ao dia 14 e que convidamos a todos que construíram essa campanha conosco a darem também em cada curso desta universidade.

No 57° CONUNE queremos seguir as batalhas que já começamos e que serão parte da construção do dia 14, junto aos delegados eleitos em outras universidades pelas chapas construídas pela Faísca - Anticapitalista e Revolucionária e pelo grupo de mulheres Pão e Rosas com diversos estudantes que partilham das mesmas ideias, para que o movimento estudantil faça história aliado aos trabalhadores no combate a Bolsonaro e os planos da extrema direita e dos capitalistas que querem que nós paguemos a conta da crise que é deles!

Chamamos a todos a conhecerem e se organizarem com a Faísca e o Pão e Rosas para darmos continuidade aos debates que fizemos nesse processo eleitoral com cada estudante de diversos cursos e seguirmos a batalha pela construção de um movimento estudantil em aliança com a classe trabalhadora!

Venha na reunião da Faísca na próxima sexta-feira, dia 07/06, as 17h na UERJ: https://www.facebook.com/events/2039020146226354/

 
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