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Miércoles 18 de Septiembre de 2019
09:03 hs.

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Guedes mente dizendo que reformas tirarão país da crise: Não ao pagamento da dívida pública
Redação

Foi confirmada ontem, 30 de maio, pelo IBGE a retração do PIB no 1º trimestre. Sobre isso Guedes, declarou que a economia está à espera de um melhor clima para voltar a crescer, que viria com a aprovação da reforma da previdência. Com isso, no entanto, propaga um discurso demagógico falacioso para a população, pois mesmo com a aprovação da reforma, a dívida pública, verdadeiro saque do país, que mantém o lucro dos banqueiros, continuará sendo paga.

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Após reunião com deputados do partido Novo, ministro da economia afirmou que “isso não é novidade para nós. Nós sempre dissemos que a economia brasileira está estagnada, a economia está parada, à espera das reformas”. Com a mesma demagogia do presidente Macri da Argentina, quando estava em campanha pela sua reforma, diante do quadro recessivo apresentado Guedes se diz confiante com retomada, caso a reforma seja aprovada. Ou seja, deixa muito explícito que para ele, a saída para a crise é descontá-la nas costas dos trabalhadores e da juventude.

Além de apresentar uma saída reacionária para o povo pobre enquanto mantém o lucro dos patrões e dos grandes empresários, Guedes mostra que não estudou economia. Propaga um discurso demagógico de que as reformas tirarão o país da crise, enquanto mantém o pagamento da ilegal, ilegítima e fraudulenta dívida pública, que é o verdadeiro saque do Brasil. A verdade é que ele não se importa em melhorar as condições de vida ou de trabalho, só quer continuar pagando trilhões aos grandes bancos internacionais, rifando nossas riquezas naturais e mantendo seus privilégios.

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Em quadro internacional de possível recessão para os próximos anos, onde os números de produção mundial ainda não voltaram aos dos anos pré-crise de 2008, o governo brasileiro aliado com burguesia põe todas as suas cartas na reforma da previdência. Mesmo com divisões internas, eles têm como principal prioridade atacar os trabalhadores e a juventude. Mesmo que haja bate cabeças, patronais como as CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNA (Confederação Nacional da Agricultura), são favoráveis à reforma, ainda com apoio dos banqueiros que, além da reforma, visam mais ataques aos trabalhadores brasileiros.

Tal crédito ao “Deus Mercado” e agendas neoliberais, presentes tanto no Executivo quanto no Legislativo, pretendem para o país um “melhor clima de negócios”. Isto é, na prática, cortando orçamentos de universidades e institutos federais e negando o direito à aposentadoria, criando uma mão de obra barata e precarizada, que aceite condições de trabalho cada vez piores e salários gradativamente mais baixos.

Sob duas manifestações de milhões nas ruas pelo Brasil contra os cortes de Weintraub, essa declaração de Paulo Guedes é um reforço à necessidade urgente de aprovar a reforma que vai nos fazer trabalhar até morrer. Apesar de existirem desacordos entre as alas do governo, essa semana houve uma tentativa de pacto pela reforma da previdência com Bolsonaro, centrão e STF, o que reforça o discurso do Ministro da Economia: atacar os trabalhadores é o consenso que existe entre eles, e os capitalistas levam isso como seu principal objetivo.

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A juventude mostrou sua força no 15M e, depois, no 30M com grandes atos em todo o país. Como preparativo para o dia 14J, é necessária uma maior unificação contra a reforma da previdência. A UNE e as centrais sindicais, dirigidas pelo PT e PCdoB, querem separar a luta contra os cortes à educação da luta contra a reforma da previdência. Isso se dá porque ambos os partidos se propõem a negociar nosso futuro, seja apoiando Rodrigo Maia na Câmara como fez o PCdoB, ou se dispondo a debater "pontos específicos da reforma" como fizeram os governadores do nordeste do PT.

O papel da UNE, CTB e CUT é puxar assembleias de base em cada local de trabalho e estudo e que nesses locais sejam debatidos os rumos do país junto a um programa alternativo para a crise. Nossa luta é uma só, contra os cortes e o pacto da reforma da previdência de Bolsonaro, centrão e STF. É preciso superar a separação que as burocracias das entidades estudantis e sindicais querem impor, para levar em frente uma verdadeira aliança dos trabalhadores e da juventude contra o bolsa-banqueiro e pelo não pagamento da dívida pública, um mecanismo fraudulento de saque dos recursos nacionais, para dar uma saída de conjunto e impor que sejam os capitalistas que paguem pela crise que eles criaram, não nós.

 
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