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Miércoles 18 de Septiembre de 2019
06:01 hs.

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CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA
"Este 30M precisa ser uma alavanca para a unificação de jovens e trabalhadores no 14J contra a reforma da previdência"
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Maíra Machado, professora da rede estadual de ensino em Santo André e do Movimento Nossa Classe, falou ao Esquerda Diário sobre o 30M, "O 30M referendou a força que vimos no 15M, quando a luta de classes surgiu na cena política nacional: centenas de milhares em todo o país mostraram que há força para derrotar os ataques do governo e o pacto pelas reformas neoliberais entre Bolsonaro, Maia e o STF. Teria sido ainda maior, não fosse a política divisionista da UNE. Na crise, os capitalistas querem nos impor desemprego, precarização e repressão policial. No 15 e no 30M, a juventude brasileira assumiu a linha de frente contra os ataques do governo Bolsonaro à educação e tem força para apontar uma saída para que sejam os capitalistas a pagarem pela crise, se unificada aos trabalhadores. Enquanto o governo tenta um "pacto pelas reformas neoliberais" com o Congresso, o STF e outros setores da casta política burguesa, especialmente para aprovar a Reforma da Previdência, nosso recado precisa ser claro: nosso futuro não está em negociação, a educação não vai ser moeda de troca pela Reforma. Nossa luta é uma só: contra os cortes de Bolsonaro e todos os que querem pactuar a Reforma da Previdência".

Veja aqui: 30M: Centenas de milhares em todo o país tomam as ruas contra os cortes de Bolsonaro na educação

Odete Cristina, estudante do curso de Ciências Sociais da USP e membro da agrupação Faísca - Anticapitalista e Revolucionária, disse que "Nós da juventude Faísca defendemos que somente ao lado dos professores e do conjunto dos trabalhadores teremos a força necessária para derrotar esses grandes ataques. Lutamos contra os cortes à educação, e também rechaçamos qualquer proposta de Reforma da Previdência que atacará sobretudo as mulheres, os negros e a juventude, incluindo a de Tábata Amaral do PDT, que faz demagogia com a educação (ou fazia, já que agora está dizendo que o governo pode sim cortar verbas de algumas faculdades e universidades). A UNE construiu o dia 15 e o dia 30 somente como dias de luta contra os cortes, separando na prática essa batalha da luta contra a Reforma da Previdência".

Veja aqui: Tabata Amaral: "Tem faculdades e universidades que dá pra cortar mais que outras"

Sobre as direções das entidades estudantis, como a UNE, Odete disse que, "A UNE construiu o dia 15 e o dia 30 somente como dias de luta contra os cortes, separando na prática essa batalha da luta contra a Reforma da Previdência. Se hoje a UNE leva adiante essa política de separação entre a luta em defesa da educação da luta contra a Reforma da Previdência, é porque essa entidade é dirigida pela UJS/PCdoB, aliada de Rodrigo Maia, e pelo PT, cujos governadores sentaram com Bolsonaro para negociar a Reforma e que com Rui Costa defende o pagamento de mensalidade nas universidades públicas. Por isso, contra essa política divisionista da UNE, que tenta entregar nosso futuro de bandeja aos capitalistas, precisamos confiar nas forças da nossa mobilização.

Marcello Pablito, trabalhador do bandejão da USP e membro do Nossa Classe, disse que "Precisamos unificar toda a força da juventude e dos trabalhadores contra a reforma da previdência e o pacto pelos ajustes neoliberais de Bolsonaro, Maia e o STF. As centrais sindicais precisam convocar assembleias e reuniões para que a classe trabalhadora entre em cena, com a juventude fortemente a seu lado, e tome suas lutas nas mãos. Basta de negociarem nosso futuro com nossos inimigos, como fazem as burocracias sindicais e estudantis! Por isso, ao invés da frente parlamentar que o PSOL estabelece com partidos burgueses que estão dispostos inclusive a apoiar uma Reforma da Previdência, como o PDT e a Rede, encobrindo com um discurso de esquerda a política da UNE e das centrais, chamamos os companheiros que compõem a Oposição de Esquerda da UNE a construírem conosco essa batalha pela unificação das lutas, exigindo que as direções sindicais rompam a negociação com Maia e Bolsonaro e construam pela base um forte 14J.".

Maíra concluiu dizendo que "A resposta frente à crise exige um programa anticapitalista e anti-imperialista, pelo não pagamento da dívida pública ilegal, ilegítima e fraudulenta que é um verdadeiro roubos dos empresários imperialistas contra o povo brasileiro. Queremos a revogação imediata dos cortes e defendemos a autonomia das universidades frente aos ataques de Bolsonaro, mas não as universidades como são hoje, fechadas à maioria da população e abertas aos grandes empresários. Por isso, nossa luta passa também pela defesa intransigente das cotas étnico-raciais, do fim do vestibular e da estatização das universidades privadas".

 
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