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Lunes 21 de Octubre de 2019
04:55 hs.

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UNICAMP
Unicamp: sem RU, reitoria cancela aulas, deixa terceirizadas com fome e não as libera
Faísca Unicamp
FaiscaUnicamp

Nesta terça (30), o reitor Marcelo Knobel, através de um decreto de seu gabinete, suspendeu as atividades acadêmicas devido à falta de energia no Restaurante Universitário (RU). No entanto, não liberou as terceirizadas de seus serviços e fez essas trabalhadoras e trabalhadores esperarem com fome a distribuição de marmitas. O horário de almoço normal é as 10h30 e mais de 2h depois ainda tinham terceirizadas que não conseguiram comer e estavam passando mal de fome. Esse é o projeto neoliberal de universidade que Knobel quer descarregar nas costas dos estudantes e trabalhadores, um verdadeiro reflexo dos ataques do governo Bolsonaro que quer que os pobres paguem pela crise.

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A justificativa dada no decreto do gabinete da reitoria foi de que a Unicamp suspendeu as atividades acadêmicas devido à “pane elétrica ocorrida na noite do dia 29/04/2019 no Restaurante Universitário (RU), que inviabilizou a preparação das refeições do almoço e do jantar no dia 30/04/2019”. A pane também deixou estudantes e trabalhadores comerem no escuro no jantar. As trabalhadoras e trabalhadores, que já realizam um trabalho precarizado pela terceirização, corriam para agilizar a feitura das comidas e limpeza de bandejas e panelas sem o auxílio das máquinas, além de terem que ficar anotando os nomes e números das carteirinhas estudantis de cada aluno que ia comer pois as catracas não estavam funcionando.

A GR que o reitor Knobel soltou suspendeu as atividades acadêmicas durante os períodos da tarde e noite, mas não liberou as terceirizadas. Com isso, vemos os resultados da política de cortes milionários de Knobel, que é um reflexo direto dos ataques dos golpistas e de Bolsonaro: mais precarização das condições de trabalho e também da permanência dos estudantes que dependem do bandejão para se alimentar e ir às aulas. No ano passado, vimos Knobel descarregar um ataque brutal em relação ao bandejão, que foi o aumento do preço da refeição de R$2 para R$3.

As terceirizadas chegam na Unicamp 5h30 da manhã e geralmente almoçam 10h30. Como não tem bandejão, afirmaram que iriam dar marmitas. Estão distribuindo de 20 em 20 e depois de mais de 2h do momento que elas já deviam ter comido ainda tinha trabalhadora sem conseguir pegar refeição. As que conseguiram pegar, afirmaram que a marmita tinha pouca comida e que tinham que comer com água porque “não descia”. Essa atitude da reitoria e da empresa Alternativa que emprega as terceirizadas, reflexo dos ataques do governo Bolsonaro, expressam muito bem que no capitalismo a vida dos pobres não valem nada.

Precisamos de um projeto de universidade dos estudantes e trabalhadores, que atenda às nossas necessidades, por uma universidade gerida por estudantes, trabalhadores e professores de acordo com nosso peso real na comunidade acadêmica, e não de uma burocracia acadêmica que dá seguimento à política de cortes e precarização e que descarrega a crise nas costas dos estudantes e trabalhadores.

É essa a reitoria que cinicamente se pinta de democrática, que diz ser contra os ataques de Dória e Bolsonaro e faz as terceirizadas terem que esperar com fome, além de nem as reconhecer como trabalhadoras da universidade (mesmo com elas estando todos os dias lá prestando serviços à Unicamp), e sim como funcionárias da empresa Alternativa que não lhes garante nenhum direito digno, pelo contrário. Precisamos resgatar um movimento estudantil que levante uma resposta radical contra a crise, que se ligue com os trabalhadores, pelo fim do vestibular, pela nossa permanência na universidade, que não aceite esse tipo de situação e queira fazer com que sejam os capitalistas que paguem pela crise que criaram.

Nós da Juventude Faísca repudiamos com todo ódio essa atitude da empresa Alternativa e da reitoria e estamos do lado das terceirizadas não só defendendo seus direitos mínimos, como ser liberadas das tarefas nessa situação e ter o que comer, mas também na luta para que esse tipo de trabalho precário deixe de existir e para que todas as trabalhadoras e trabalhadores sejam efetivados sem necessidade de concurso público. Estamos juntos na luta contra a mesma reitoria e governo que não oferece permanência estudantil para os alunos que precisam e que ataca os estudantes por participar das greves.

Confira aqui o repúdio de militantes da faísca:

 
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