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Jueves 22 de Agosto de 2019
21:00 hs.

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA
PSB de Jonas defende que a Reforma da Previdência seja rígida para funcionários públicos
Redação

Nesta terça, 9, no programa matinal do Estadão Notícias o Vice-Líder do PSB na Câmara dos Deputados defendeu a disposição da oposição em negociar sobre a Reforma da Previdência, e também defendeu que esta seja “mais rígida e pesada” aos funcionários públicos. Essa postura do PSB evidencia a missão que líderes da sigla assumiram de serem ativos auxiliares da implementação dos ataques do governo Bolsonaro aos trabalhadores. Entre estes se destaca o prefeito de Campinas Jonas Donizette, em seu ataque aos servidores da cidade e à frente da Frente Nacional dos Prefeitos.

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A despeito do discurso de preocupação social com a desigual distribuição de renda e a situação miserável da população brasileira, o PSB mostrou nesta terça, 9, sua verdadeira cara. Aliel Machado, Vice-Lider do partido na Câmara, foi contundente em sua participação no programa matinal do Estadão Notícias, veiculado via podcast, aos dizer que os funcionários públicos devem ser atacados com mais rigidez e peso. Isso significa que, na opinião deste partido, os verdadeiros privilegiados de nosso país, os grandes empresários, banqueiros, também os políticos e alto escalão do governo e militares, podem ficar despreocupados, afinal são os direitos dos funcionários públicos que devem ser atacados na Reforma.

A defesa da Reforma da Previdência por parte do PSB tem sido um compromisso ativo de Jonas Donizette, um dos principais representantes desse partido, que está à frente da prefeitura de Campinas e na presidência da Frente Nacional de prefeitos (FNP). A atuação de Jonas na cidade de Campinas é marcada por ataques aos direitos dos servidores municipais, como atraso e parcelamento dos salários, 13º e aposentadorias. Também ficou conhecido por sua inspiração no SampaPrev de Dória que levou à sua tentativa local de implementar uma reforma na previdência através de mudanças arbitrárias no Camprev. E a postura de Jonas, em coro com seu partido, vai além do município campineiro, pela via da FNP ele se reuniu com Paulo Guedes e está à disposição para que o ataque às aposentadorias seja implementado nos principais municípios brasileiros.

Essa postura só reafirma que o PSB de Jonas é um inimigo dos trabalhadores e povo pobre, esse partido sempre esteve ao lado dos ajustadores, inclusive tendo uma aliança muito forte com os tucanos em longos anos anteriores em São Paulo, numa parceria de aumento das privatizações e de precarização dos serviços públicos. Também aqui vemos mais uma vez que o discurso de defesa dos servidores públicos que Márcio França propagandeou em sua disputa com Dória para o governo do Estado não passava de demagogia. Não soa como novidade que o PSB, em disposto diálogo com o governo Bolsonaro, queira fazer dos trabalhadores um tapete sobre o qual os capitalistas passem por cima para tentar resolver sua própria crise. O que soa estranho é o fato deste ser um partido com o qual o PSOL tem amarrado alianças no Congresso. Assim como é totalmente questionável a postura que assumiu Freixo de agregar contribuições ou fazer melhorias no repudiável pacote de Sergio Moro, que significa um ataque em toda a linha a direitos elementares, bem como uma licença para matar às polícias e também uma via aberta para a legitimação da violência doméstica que acomete milhões de mulheres em nosso país.

A Reforma da Previdência, juntamente com medidas reacionárias como o pacote de Moro, são vias de enfrentamento eleitas pela grande burguesia brasileira, aliada aos interesses imperialistas, contra os trabalhadores e a população pobre. Um combate resoluto a esses ataques é mais que urgente. Posturas de adaptação ao jogo parlamentar e o uso desse espaço desligado da potencial organização nos espaços de trabalho, universidades e escolas só servem para enfraquecer os trabalhadores. O caminho trilhado pelo PT, de fortalecer as bases reacionárias do regime através de concessões e acordos, em nome de uma suposta governabilidade, mostrou tragicamente sua falência, culminando no golpe institucional, na escalada do autoritarismo do judiciário e na eleição de um presidente de extrema direita. É preciso que o PSOL coloque suas forças parlamentares em função de fortalecer a luta extra-parlamentar, para ser um suporte à uma saída de independência de classe para os explorados e oprimidos. Assim também sendo uma voz contra a paralisia das centrais sindicais para que estas rompam sua trégua com Bolsonaro e organizem uma mobilização efetiva dos trabalhadores para responder à altura todos os ataques.

 
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