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Domingo 25 de Agosto de 2019
17:53 hs.

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ESTADO ASSASSINO
Janaina: "O pacote anticrime só vai servir para pobres, negros e favelados"
Redação

Essa é uma serie com 4 relatos de mães que tiveram
seus filhos assassinados pelo estado, Marcia, Glaucia, Janaína e
Laura.

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O Pacote do Mouro é a prova de que o estado é o balcão de
negócios burgueses, pois uma lei que serve para legitimar as
matanças e os assassinatos pelo estado. Os policias tem juri
especiais, onde são julgados entre seus pares, muitas vezes os
relatos não batem as provas e mesmo assim, saem impunes.
No pacote do mouro essas questões de tornam regras e os policias
podem ter metade de suas penas ou simplesmente serem
absolvidos com a desculpa que era por legitima defesa.
Basta de mortes dos jovens negros, liberdade para a juventude
construir o futuro!

Mãe: Janaína Alves Filho: Jhonata Dalber Mattos Alves, 16 anos Executado em: 30 de junho de 2016

O meu filho foi assassinado na comunidade do Borel [zona norte
do Rio de Janeiro] pelo policial militar Douglas Ferreira Zaia, da
UPP Borel, com um tiro na cabeça. Meu filho foi até a comunidade
para pegar um pacote com saquinhos de pipoca na casa da minha
cunhada, porque no dia 1º de julho teria festa junina na creche do
irmão caçula, de quatro anos.

O policial disse em depoimento que confundiu o pacote de
saquinhos de pipoca com drogas e arma. Meu filho levou um tiro
pelas costas. Ele estava no primeiro ano do Ensino Médio e
estudava no Colégio Antônio Prado Júnior, na Tijuca. Iria começar a
fazer um curso no dia 14 de julho de 2016, mas infelizmente foi
executado a troco de nada.

Essas medidas do pacote anticrime só vão servir para pobres,
negros e favelados. Não terão o mesmo valor para o povo branco.
Se o projeto for aprovado, só vai valer para o povo das
comunidades, e vamos continuar sofrendo.

Não concordo com essas medidas, porque elas já existem todos os
dias nos becos e vielas das nossas comunidades. Ainda não são lei,
mas acontecem todos os dias. Primeiro eles atiram, depois vão
procurar saber sobre os antecedentes das pessoas.

O soldado Douglas Ferreira Zaia foi denunciado em 2018 pelo
Ministério Público do Rio de Janeiro por cometer um crime por
motivo torpe.

O policial tinha alegado que Jhonata apontou uma arma contra ele,
mas nenhuma arma foi encontrada com a vítima. A investigação
chegou ao MP por insistência da mãe, que tentou sem sucesso
apresentar sua versão à Polícia Civil.

Fonte: Uol – Renata Gomes

 
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