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Jueves 18 de Julio de 2019
05:25 hs.

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RACISMO INSTITUCIONAL
Racista Witzel lava as suas mãos sujas de sangue negro e operário assassinados pelos militares
Redação

Nesta segunda-feira, o reacionário governador Wilson Witzel lavou as suas mãos à respeito do assassinato do pai de família Evaldo Rosa dos Santos ocorrido em 07/04, que teve o carro que dirigia com sua família fuzilado com 80 tiros pelos militares em Guadalupe no Rio de Janeiro. O governador disse, segundo O Globo: “Não me cabe fazer juízo de valor.”

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Witzel é responsável por incitar assassinatos polícias garantindo desde a campanha que haveria impunidade ao assassinato de inocentes, afirmando como sempre afirmou a Globo e outras mídias burguesas que eram “suspeitos” ou “bandidos” única e exclusivamente pela sua cor de pele. Junto à Witzel, Bolsonaro e Sérgio Moro querem legalizar a chacina proibindo até mesmo os poucos inquéritos que ainda existem (e na maioria dos casos não são levados adiante) através do alargamento do “excludente de ilicitude” para dar ao polícial a prerrogativa de assassinar sob o pretexto de uma situação de, segundo Sérgio Moro, situação de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

Com seus snipers da polícia atuando ilegalmente pelas sombras, e ligações duvidosas com figuras apontadas como testas de ferro de grupos paramilitares milicianos, Witzel é o legítimo representante daquela burguesia descendente dos donos de escravos, que odeia os pobres e os negros e defende a repressão nas favelas, armando um exército de policiais, os capitães do mato da modernidade, para repressão da juventude negra, de trabalhadores, de pais de família como o músico Evaldo Rosa dos Santos assassinado com 80 tiros na presença de mulher e filho, ou Christian Felipe Santana de Almeida de 19 anos, morto também pelo exército com tiros pelas costas, dois dias antes em Realengo.

O exército, cabe dizer, aprendeu à lição racista em sua “missão de paz” no Haiti, aonde o Brasil foi capacho do imperialismo norte-americano, e fez lá um laboratório do que seria a repressão com os negros que depois viraram as UPPs. Depois disso, com a intervenção federal, seria impossível pensar que os hábitos carniceiros próprios das polícias militares e civil do Rio de Janeiro não entrariam também no exército, que se por um lado, ao invés de defender o país do saqueio das riquezas pelo imperialismo norte-americano entrega todas as nossas riquezas, por outro é cada vez mais o suporte mais importante do golpe institucional e da repressão contra os pobres, os trabalhadores e os negros junto à retirada dos seus mínimos direitos democráticos.

 
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