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Domingo 13 de Octubre de 2019
20:01 hs.

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MEC
Abraham Weintraub, novo ministro da educação, satisfaz banqueiros e olavistas
Redação

O novo ministro da educação de Bolsonaro é "liberal seguidor da Bíblia", evangélico, e além de economista especialista em Previdência, alinhado com a Reforma que vai nos fazer trabalhar até morrer, é assíduo militante contra o "marxismo cultural" nas escolas e universidades.

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Nesta manhã o presidente ultra direitista Jair Bolsonaro anunciou a saída de Ricardo Velez do Ministério da Educação, e indicou o economista Abraham Weintraub para ocupar a pasta. Velez sai após vários conflitos com a ala mais ideológica do governo, com Olavo de Carvalho, e também com os militares.

O ex-ministro estava pressionado por todos os lados, e Bolsonaro, que tentou o manter no cargo até os 45 do segundo tempo, anunciou hoje a saída dele da pasta da educação, e anunciou Abraham Weintraub como novo ministro. Pouco conhecido no Brasil, e versado com os imperialistas, quem é afinal, o novo ministro de Bolsonaro?

Economista, versado com o Imperialismo e defensor da Reforma da Previdência

Abraham Weintraub é formado em economia pela USP, e tem 20 anos circulando em atuação no mercado financeiro e setor bancário. Foi da Quest Investimentos, diretor do Banco Votorantim, e chegou a representar o grupo Votorantim no FMI (Fundo Monetário Internacional), um dos principais organismos internacionais e que é grande ator da submissão dos países da América Latina às imperiosas dividas públicas e externas, prendendo estes países com juros, aos interesses dos imperialistas.

Como economista, atuou principalmente em áreas de Administração Financeira, Economia Monetária e Fiscal, e não por acaso tem diversos estudos sobre Previdência, sendo mais um defensor firme da Reforma que quer fazer com que morramos trabalhando. Ele tem 15 publicações no tema, grande parte delas em inglês, já que ele o irmão são bastante versados e bem relacionados nos EUA. Seu irmão, Arthur Bragança de Vasconcellos, tem pesquisas em Harvard. Indagado sobre o quão pouco conhecido é no Brasil, Weintraub rebate dizendo que é bastante conhecido nas terras imperialistas, tendo pesquisas feitas nos EUA e na Inglaterra.

Abraham e o irmão tem estudos realizados pela Unifesp sobre Previdência, além de ser conhecido pessoal de Bolsonaro, seus filhos e de Onyxs Lorenzoni (DEM) desde o Seminário Internacional da Previdência realizado em 2017, o atual Ministro da Educação foi parte da elaboração da proposta de reforma da previdência junto a membros da equipe econômica de Bolsonaro.

Seguidor da Bíblia, Olavista e “militante” contra o “marxismo cultural”

Para além das fortes posições econômicas alinhadas com Bolsonaro, Weintraub se diz militante de direita, seguido da bíblia, e firme no “combate ao marxismo cultural nas escolas”, e também nas universidades, o que o localiza muito bem com a ala ideológica do governo.

Ele e o irmão são fortes defensores de Olavo de Carvalho, e da batalha contra o comunismo na educação, dando sinais muito claro de que vão avançar contra as universidades públicas, que para o atual ministro é o grande reduto do "marxismo cultural", e também com o Escola Sem Partido.

Abraham Weintraub, evangélico, parte de acreditar que nossa economia está para trás das grandes economias e das grandes rendas per capta do mundo por que não seguimos as tradições culturais do protestantismo. O que se liga profundamente à relação de Bolsonaro com as igrejas evangélicas em ascensão no país, apoiadas na Teoria da Prosperidade, e o papel nefasto que cumprem ideologicamente na batalha contra os avanços dos movimentos sociais, da luta das mulheres, dos negros e dos LGBTs, e do peso eleitoral que tiveram para Bolsonaro.

Abertamente em enfrentamento com o marxismo, esteve ao lado de seu irmão Arthur em uma palestra onde ele afirmou que o “o socialismo é um câncer. O comunismo é a doença idiota”. Para ele nossas universidades estão tomadas pela ideologia comunista, e que devemos limpa-las das influencias de Marx, Lenin e Trotsky.

 
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