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Miércoles 24 de Julio de 2019
01:09 hs.

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PLENARIA DE MULHERES E LGBTS
Chamado às professoras: vem aí a Plenária do Pão e Rosas, organizar a luta contra ataques de Bolsonaro
Maíra Machado
Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT
Livia Tonelli
Professora da rede estadual em Campinas (SP)
Grazieli Rodrigues
Professora da rede municipal de São Paulo

Fazemos um chamado às trabalhadoras, professoras e LGBTs, setores que historicamente cumprem um papel fundamental nas lutas contra os ataques dos governos e patrões, a participarem da Plenária Estadual do grupo de mulheres Pão e Rosas que acontecerá no dia 06 de abril em São Paulo. Vamos discutir um feminismo socialista e que saída dar para impor justiça à Marielle e lutar contra os ataques à educação e à previdência de Bolsonaro e dos capitalistas!

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Os três primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro (PSL) já deixou explícito qual é seu projeto para a educação: esvaziá-la de liberdade de pensamento e debates e atacar diretamente as professoras e professores. Isso se expressa por meio das inúmeras declarações polêmicas encarniçadas em valores conservadores e morais - parte de um projeto ultrarreacionário de ataques aos setores oprimidos e aos direitos democráticos, combinado com cortes no orçamento e nos fundos para a educação e, principalmente, por meio da Reforma da Previdência que além de roubar dos trabalhadores o direito a aposentadoria, é um ataque frontal às mulheres e a juventude.

A Reforma da Previdência é uma batalha decisiva para a classe trabalhadora de conjunto, mas para as professoras esse ataque é ainda mais profundo. Além do fim da aposentadoria especial, do aumento do tempo de contribuição de “25” para pelo menos “40” anos para que os professores possam obter a aposentadoria integral, a nova proposta iguala a idade mínima de aposentadoria entre homens e mulheres. Um ataque sem precedentes para uma categoria majoritariamente feminina. Mulheres que exercem duplas e até triplas jornadas de trabalho e que se deparam cotidianamente com condições precárias de trabalho (salas superlotadas, ausência de infraestrutura e recursos adequados, etc). Por isso, se organizar politicamente para batalhar contra a Reforma da Previdência é literalmente uma questão de vida ou morte para nós. Não vamos aceitar morrer dentro das salas de aula!

No campo dos ataques ideológicos à educação, o governo quer demonizar e criminalizar as professoras e professores por meio do reacionário projeto Escola sem Partido. Um projeto que visa censurar a liberdade para produção do conhecimento no ambiente escolar e disciplinas segundo valores reacionários as crianças, jovens e adultos, atacando frontalmente a liberdade de cátedra dos professores. Afirmar que os professores são doutrinadores é parte de um projeto ideológico superior, de questionamento ao “respeito” que nossa categoria possui perante a sociedade, afinal todos os trabalhadores passaram em algum momento pelas escolas. Isso porque somos uma categoria historicamente organizada e que é ponta de lança em processos de luta frente aos ataques dos governos, como foi em 2017 na organização da Greve Geral que barrou a Reforma de Temer e começou na educação, numa conjuntura de ataques como os que o governo Bolsonaro precisa aprovar, nossa categoria pode, ao resistir, inflamar outros setores da classe e mesmo a juventude - que nas ocupações de escolas de 2015 e 2016 mostrou sua capacidade de organização e combate enfrentando os governos do PSDB em São Paulo e no Paraná.

Diante de tantos ataques, afinal, junto com a Reforma da Previdência e o projeto Escola sem Partido, está em curso a implementação de políticas privatistas, tais como, a BNCC e a Reforma do Ensino Médio - aprovada à luz da Reforma Trabalhista para roubar dos nossos estudantes o direito ao futuro. Ambas são fundamentais tanto do ponto de vista de necessidade de ajuste econômico - barateamento da força de trabalho -, quanto ideológico - esvaziamento do currículo e aceitação desse processo de maneira acrítica.

É fundamental nos organizarmos politicamente para enfrentá-los e para isso não podemos perder de vista o potencial explosivo de nossa categoria.

Nós professoras, que somente esse ano já marchamos no 8 de Março ao lado das mulheres e jovens em todo país contra a Reforma da Previdência e o governo Bolsonaro e por justiça a Marielle, que tomamos as ruas novamente no dia 14/03 diante de estarmos há um ano sem respostas de quem mandou matar Marielle e que, principalmente, em São Paulo mudamos a cara do dia 22/03, chamado rotineiramente pelas Centrais Sindicais e impusemos um lampejo de mobilização real contra a Reforma de Bolsonaro, mostrando o que pode ser essa luta se construída pela base como fizeram os professores estaduais passando por cima da paralisia da Bebel (deputada estadual do PT) encastelada há anos da direção da APEOESP e também na dura greve das professoras e servidores municipais da cidade de São Paulo contra o SAMPAPREV - a Reforma da Previdência de Bruno Covas (PSDB), um forte exemplo de disposição de luta da classe trabalhadora e principalmente das mulheres que são a maioria esmagadora do funcionalismo, mesmo na difícil conjuntura em que estamos.

Em todas essas situações nosso recado foi muito claro: essa crise não é nossa e não iremos pagar por ela! Tampouco aceitaremos que nos calem como fizeram com a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco executada à tiros no ano passado - uma ferida do golpe institucional que segue aberta. Exatamente por isso, nossa organização enquanto categoria pode e deve passar por cima da paralisia das Centrais Sindicais, como a CUT (PT) e a CTB (PcdoB) e impor uma organização desde as bases contra a nefasta Reforma da Previdência de Bolsonaro, mas também entrar num profundo debate de estratégias com o Movimento de Mulheres, em grande parte dirigido pelos partidos da esquerda e pelas Centrais, da necessidade de um feminismo que organize as jovens e as mulheres trabalhadoras com uma perspectiva anticapitalista e de independência de classe para enfrentar os ataques aos direitos democráticos - que não devemos tratar como cortina de fumaça pois impõem um retrocesso em direitos históricos conquistados com luta pelas mulheres e LGBTs e que se dê a tarefa de levantar um exército de mulheres da classe trabalhadora, organizado desde cada local de trabalho e estudo, contra a Reforma de Bolsonaro e todos os ataques, unificando as lutas para colocar em curso um verdadeiro plano de guerra contra aqueles que nos declaram morte.

Professora Maíra Machado convida a todas as mulheres e LGBts para a plenária estadual do Pão e Rosas

Nesse sentido, nós do grupo internacional de mulheres Pão e Rosas convidamos as professoras e LGBTs para a Plenária Estadual de mulheres e lgbts: Contra Bolsonaro e a Reforma da Previdência, e por justiça por Marielle! Construindo um feminismo socialista e revolucionário! A plenária ocorrerá sábado, 06 de abril, às 15 horas na Casa Marx (Praça Américo Jacomino, nº 49, São Paulo – em frente ao metrô Vila Madalena).

Segue abaixo o link do evento no facebook com maiores informações: https://www.facebook.com/events/547659569088608/

Veja aqui também o Manifesto lançado pelo Grupo de Mulheres Pão e Rosas - Por um feminismo socialista para enfrentar o governo Bolsonaro

 
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