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Sábado 25 de Mayo de 2019
17:49 hs.

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PORTO ALEGRE
Servidores do IPA entram em greve por falta de pagamento desde fevereiro
Redação Rio Grande do Sul

Os servidores técnico-administrativos do Centro Universitário IPA, ligado à Rede Metodista de Educação, entraram em greve nesta segunda-feira (1). Os funcionários da instituição já estão sem receber os salários desde fevereiro.

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Desde o início do dia, os servidores se concentraram em frente à unidade central do IPA, na Capital, carregando faixas e outros materiais em protesto. Diversas áreas administrativas estão paralizadas, desde a vigilância até manutenção e serviços gerais. No entanto, as aulas não estão sendo afetadas.

Claudia Rolla, funcionária que trabalha há mais de 15 anos no IPA afirmou que nunca passou por situação semelhante:

— Já ocorreram atrasos, mas não dessa forma. O mês de fevereiro ia ser pago em 20 de março. Recebemos comunicados e, agora, está previsto para 8 de abril. A gente está pegando empréstimo, mas não está fácil. Argumentou a funcionária.

O representante da comissão de funcionários do IPA, Eduardo Michel Monteiro da Silveira comentou que os pagamentos têm sido feitos com atrasos, há pelo menos dois anos.

Os professores do IPA também já haviam entrado em greve em fevereiro, pois não haviam recebido os 30 dias de férias e parte do salário de janeiro. Problemas com pagamentos têm se estendido na instituição desde o ano passado: em abril e maio de 2018, os docentes também decidiram pela paralisação, pelo mesmo motivo.

Está prevista uma assembleia para quarta-feira (3), às 14h, que será definido se os funcionários do Colégio Americano, também da Rede Metodista, vão aderir à greve. Em março, professores da escola consideraram a possibilidade entrarem em greve, mas o pagamento dos salários que estavam atrasados levaram à decisão de seguir o trabalho sem interrupções.

As dificuldades expostas pelos professores e funcionários se inserem num amplo contexto de crise da educação superior nas instituições privadas, ocasionadas por alterações e cortes nos programas governamentais, o Fies e o Prouni, bem como a aprovação da reforma trabalhista que levou a uma série de ataques por parte das administrações privadas das universidades à carreira dos trabalhadores.

 
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