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Lunes 22 de Julio de 2019
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DESEMPREGO
Com 13,1 milhões de desempregados no Brasil, Bolsonaro nega aumento e coloca culpa no IBGE
Redação

Enquanto a população trabalhadora paga com suas vidas pela crise econômica capitalista, Jair Bolsonaro, defensor dos grandes empresários que demitem e flexibilizam contratos, coloca a culpa da alta no desemprego no IBGE.

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Foto: G1

Nessa segunda-feira (1), o presidente Jair Bolsonaro, em entrevista que concedeu à RecordTV, criticou a metodologia que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) usa para medir o desemprego. Segundo ele, “parecem índices que são feitos para enganar a população”.

O IBGE divulgou que, nesse trimestre, fechado em fevereiro, a taxa de desemprego aumentou de 11,6% para 12,4%, ocorrendo uma entrada de 892 mil pessoas na população desocupada.

A força de trabalho subutilizada atingiu nível recorde. Desocupados, subempregados e desalentados somam 27,9 milhões de pessoas, mais de 1/4 da população economicamente ativa.

O número de pessoas desalentadas, que são aquelas que desistiram de procurar emprego, também é recorde, chegando a 4,9 milhões.

No dia em que esses dados foram divulgados, na sexta feira (29), Bolsonaro já havia se manifestado pelo Twitter, falando sobre o melhor saldo de empregos formais dos últimos anos (medido pelo Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Um dos argumentos em que Bolsonaro se apoia é que “o levantamento trimestral do IBGE parte de dezembro de 2018”, mês que contribuiria para essa queda no cálculo. Ainda em 2018, Bolsonaro já havia se referido à metodologia do IBGE como uma “farsa”. O instituto declarou que o levantamento segue padrões internacionais.

Enquanto Bolsonaro, presidente eleito usando as fake news, quer discordar dos dados levantados pelo IBGE, seu governo, com Paulo Guedes e Rodrigo Maia, se articula para que a Reforma da Previdência seja aprovada o quanto antes, vindo para fazer com que aqueles que ainda possuem trabalho sejam explorados até morrer, e assim os empresários consigam manter seus lucros bilionários. Como a própria Vale, responsável pela tragédia de Brumadinho, no final de 2018 teve um lucro 45,6% maior que o mesmo período no ano anterior.

Ainda nessa segunda-feira (1), a gráfica RR Donnelley, responsável pelo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), anunciou o fechamento de 3 fábricas brasileiras, causando o desemprego de cerca de 800 trabalhadores, sem fazer o mínimo previsto por lei, que é o aviso prévio.

A inexistência de um Ministério do Trabalho também cria condições favoráveis para que grandes empresários avancem contra os trabalhadores, precarizando as contratações, as condições de trabalho e até mesmo cheguem a dizer o absurdo de que não vão pagar verbas rescisórias.

A luta contra o desemprego precisa se ligar à luta contra a Reforma da Previdência, proposta principal do governo Bolsonaro para agradar banqueiros, grandes empresários e especuladores, entregando o direito de aposentadoria da população. Essas são tarefas das centrais sindicais como a CUT (dirigida pelo PT), que vergonhosamente vêm dando uma trégua ao governo Bolsonaro.

Para acabar com essa grave questão do desemprego e também da precarização do trabalho, é essencial lutar contra as demissões, contra a Reforma Trabalhista aprovada pelo golpista Temer e contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro, que mantendo a população mais tempo no mercado de trabalho fará aumentar o desemprego.

Além de barrar as demissões, é preciso dividir as horas de trabalho entre todos, sem redução do salário, para que todos possam trabalhar. Os trabalhadores e a população pobre precisam lutar para que sejam os capitalistas a pagarem pela crise.

 
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