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Martes 21 de Mayo de 2019
16:34 hs.

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DITADURA MILITAR
É reconhecido primeiro assassino da ditadura militar: sobrinho do Castello Branco
Redação

Precisou-se de mais de meio século para Justiça reconhecer primeira vítima do golpe militar: Alfeu de Alcântara Monteiro, tenente-coronel da Aeronáutica, assassinado 4 dias após o golpe militar.

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Monteiro foi marcado pelos golpistas de forma crucial ao recusar dar o golpe no João Goulart, em 1961, após a renúncia do presidente Jânio Quadros (Jango era vice-presidente). Dessa forma, o então tenente-coronel havia nesse ano se recusado a participar do bombardeio no Palácio do Piratini (Porto Alegre, RS), onde havia uma resistência que estava sendo organizada por Leonel Brizola para garantir a posse do Jango.

A versão oficial até poucos dias atrás da morte de Monteiro era tida como autodefesa por parte do sobrinho do golpista Castello Branco, o coronel Roberto Hipólito da Costa, após Monteiro ter supostamente reagido à sua sentença de prisão e ter disparado tiros contra o brigadeiro Nélson Freire, no gabinete deste em Canoas (RS).

Contudo, o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul reuniu provas e exigiu que o Ministério Público Federal reavaliasse o caso, que teve por fim a sentença de assassinato violento e não mais legítima defesa.

Monteiro foi assassinado por acusar os militares de golpistas, desde a tentativa de impedir que Jango assumisse em 61, assim como muitos outros depois dele foram torturados e assassinados por criticarem a repressão da ditadura e os ataques que esta fez contra a classe trabalhadora ao rifar os direitos da população e privatizar a torto e direito as empresas para alimentar a fome do imperialismo estrangeiro (principalmente norte-americano) dando nossas riquezas de bandeja, massacrando a classe trabalhadora e os que criticavam a ditadura, assim como mantendo a casta militar/burocrática.

É nesse clima que Jair Bolsonaro, há poucos dias atrás, convocou os militares para comemorar o golpe de 1964, que fará 55 anos no dia 31 de março. Mostrando a podridão dessa casta militar e da extrema-direita que apenas está interessada em massacrar a população, com medidas como a reforma da previdência, a menina dos olhos do capital estrangeiro, fazendo o povo pagar pelo rombo de empresas privadas que devem meio trilhão de reais de isenções fiscais (como o Itaú e Santander) e perdões de dívidas que elas têm com o fundo previdenciário.

Ao invés de cobrar de quem realmente está provocando esse arrombo, Bolsonaro quer acabar com a aposentadoria da classe trabalhadora, fazendo-nos trabalhar até morrer enquanto ele mesmo ganha desde os 33 anos mais de 60 mil reais de aposentadoria. Assim é a realidade dessa casta que faz política para os ricos, eles mantêm os seus privilégios e da burguesia a todo o custo, descarregando a crise do capitalismo nas costas da classe trabalhadora.

É por isso que se faz necessário que as centrais sindicais organizem comitês de base nos locais de trabalho e estudo em vista de movimentar a classe trabalhadora para defender nossos direitos, para organizar uma mobilização concreta que exija não apenas nenhum direito a menos, mas todos os direitos! Isso só será possível estatizando a Petrobrás com o controle dos petroleiros, barrando a reforma da previdência, negando o pagamento da dívida pública que suga mais de 1 trilhão por ano do nosso povo e coloca nas mãos dos capitalistas estrangeiros, uma dívida que nos coloca amarras e é totalmente fraudulenta!

 
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