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Jueves 22 de Agosto de 2019
19:44 hs.

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CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Metroviários-SP aderem mobilização contra Reforma da Previdência usando coletes e adesivos
Redação
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Os metroviários de SP aderiram hoje a mobilização chamada pelas centrais sindicais contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro usando em seus locais de trabalho coletes vermelhos e adesivos denunciando o brutal ataque contra os direitos dos trabalhadores.

A Reforma da Previdência é um ataque que o governo Bolsonaro quer implementar para fazer com que os trabalhadores de todo país paguem a conta de uma crise que não criaram trabalhando até morrer para garantir os lucros dos ricos. Por trás do discurso, que "a reforma atacaria os ricos e protegeria os pobres" se esconde a mentira, já que na realidade ela protege os ricos. Uma informação importante que Bolsonaro e Paulo Guedes não dizem: as grandes empresas e grandes bancos, que lucram com diversos privilégios, devem atualmente mais de R$450 bilhões para a Previdência Social, segundo relatório da CPI da previdência de 2017.

A alta cúpula das principais centrais sindicais, como CUT e CTB, que convocaram este dia nacional de mobilização contra a reforma da previdência hoje seguiram na prática sem construir um dia real de paralisação. Enquanto as rusgas entre presidente da câmara Rodrigo Maia e o ministro da Justiça Sergio Moro, que culminaram na prisão do golpista Temer e do ex-ministro Moreira Franco ontem por parte da lava jato como resposta aos ataques de Maia, mostra as cisões importantes que tem no governo e atrasam a implementação da reforma, essas burocracias sindicais seguem apostando nas negociações no Congresso, permitindo que o governo ganhe terreno na aprovação desse ataque central contra toda classe trabalhadora.

No Metrô de SP, a massiva adesão da categoria a o uso dos coletes e adesivos denunciando a reforma da previdência demonstrou que a categoria está disposta a muito mais do que a ala majoritária do sindicato (CTB e CUT) esteve disposta até hoje. Essa vontade de luta da categoria mostra que se o sindicato tivesse realizado uma consequente preparação para essa luta com setoriais nas áreas, assembleias de base e fortalecendo a organização da categoria, os metroviários poderiam ter colocado mais fortemente seu importante peso estratégico também paralisando suas atividades, unificando com outras categorias como professores que hoje realizaram uma grande paralisação em vários lugares do país, assim como os rodoviários e metalúrgicos que também paralisaram.



É necessário unificar as lutas de todas as categorias para barrar a reforma da previdência, os avanços da reforma trabalhista, privatizações e os ataques do governo federal. Todos os ataques pontuais que sofrem as diversas categorias de trabalhadores do país estão subordinadas a esses ataques históricos que querem jogar nas nossas costas. As lutas isoladas, como fazem as burocracias sindicais encasteladas nos sindicatos, enfraquece o poder de fogo da classe trabalhadora e deixa cada categoria a mercê de suas próprias patronais, que sabe que isolando as batalhas tem mais dificuldades de vencer. É necessário mais do que nunca massificar essa luta, colocando-a como centro de cada processo de luta que ocorre no Brasil hoje, para construir uma grande movimento da classe trabalhadora para derrotar esses ataques e esse governo.

Leia também: Trabalhadores mostram disposição de luta contra reforma de Bolsonaro, apesar do boicote das centrais sindicais

 
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