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Lunes 20 de Mayo de 2019
17:21 hs.

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LAVA JATO
5 anos da Lava Jato: golpismo, autoritarismo e submissão ao imperialismo
Redação

Neste último domingo (17), completou 5 anos da operação Lava Jato, uma das mais completas e golpistas peças de intervenção política na história recente do país. Seus métodos e procedimentos, repleto de arbitrariedades e casuísmos, tinha como o principal objetivo, de aprofundar a submissão do país ao imperialismo norte-americano.

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A Lava Jato foi o agente fundamental no Golpe Institucional de 2016 que tirou a Dilma Rouseff (PT) da presidência e colocou Michel Temer (MDB) no lugar para aplicar os ajustes neoliberais, como as reformas trabalhistas e da Previdência, a terceirização irrestrita, e o Teto de gastos públicos que ataca diretamente os direitos dos trabalhadores e da população mais pobre. A operação que resultou no golpe veio operando com o discurso de ser em “combate à corrupção”, onde na verdade esse “combate” foi feito estrategicamente em setores que permitisse o avanços dos ataques e também de aprofundar os interesses do imperialismo norte-americano no país.

A operação Lava Jato, para além de ser um ator político com interesses específicos, tem como objetivo mudar o capitalismo no país, atacando especialmente as empresas estatais e nichos do mercado mundial onde gigantes privados nacionais jogavam como grande capitalistas: principalmente sendo a Petrobras e os setores de eletronucleares e em menor medida a construção civil e carne. A Petrobrasfoi a mais atacada pela Operação onde o claro intuito era o desmonte da petroleira nacional para vender suas ações para acionistas estrangeiros. Não é à toa que os setores mais ricos da empresa, que são controladas por acionistas estrangeiros não foi investigada, e todas empresas americanas que foram citadas na Operação nem sequer foram investigadas ou condenadas.

Esse interesse antinacional se mostra na arbitrariedade com que foi feito o recorte da operação, na quase absoluta impunidade de todas empresas internacionais citadas nas operações e alcança até mesmo aspectos ideológicos e um programa político que norteia sua ação. A operação apareceu atacando os corruptos esquemas das empresas como a Odebrecht e entre outras, visando substituir esses esquemas por outros mais ligados a empresas imperialistas não somente no Brasil, mas em outros lugares como Cuba, Venezuela, Angola, Peru, Argentina onde as gigantes brasileiras têm (ou tinham) importantes negócios.

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O Golpe Institucional foi orquestrado a partir dos desmonte das empresas nacionais, que se tornaram as Global Players durante o governo Lula, onde foram os escândalos de corrupção das empresas foram ligadas juntamente com o governo para tirar o PT do governo e colocar outro que além de aprofundar os ataques aos trabalhadores, iria abrir as portas para os interesses imperialistas. A partir daí que muitos oficiais e juízes, como o próprio Sérgio Moro foram treinados nos Estados Unidos para aplicarem métodos arbitrários, como vazamento de delações premiadas na mídia.

Moro utilizou desses métodos para criar um clima “antipetista” como parte de seu suposto combate à corrupção e abrir espaço para o Golpe Institucional. Também ajudou a fortalecer o poder do Judiciário e veio sendo o principal instrumento de ataques aos trabalhadores em meio à crise, onde seus membros não foram eleitos por ninguém. O judiciário teve um papel fundamental na continuidade do Golpe que culminou com a prisão arbitrária de Lula, que vinha a ser o candidato à presidência nas eleições de 2018 e onde mostrava ser o principal candidato e venceria facilmente em primeiro turno. A condenação em segunda instância sem provas concretas foi uma medida totalmente ilegal e antidemocrática, impedindo a população em votar quem quisesse. O judiciário e a Lava Jato foram mais além, tomando várias medidas arbitrárias e parciais impedindo entrevistas e visitas a Lula. O fator decisivo foi com a impugnação da candidatura feita pelo TSE durante a campanha eleitoral, tirando Lula das eleições e sendo colocado Haddad como candidato do PT.

Durante as eleições houve o fortalecimento da extrema direita, e Bolsonaro vinha crescendo nas pesquisas, Moro ajudou a impulsionar mais a sua vitória uma semana antes do primeiro turno quebrando o sigilo da delação de Palocci, que buscava denunciar Lula por corrupção. Foi a maneira mais grotesca de Sérgio Moro e da pró-imperialista Lava Jato interferirem nas eleições, a poucos dias do primeiro turno.

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Com seu papel decisivo nas eleições e fazendo triunfar o golpismo, Moro foi presenteado por Bolsonaro com um Superministério da Justiça e Segurança, para levar os seusmétodos da Lava Jato para dentro do governo Executivo e usá-lo para seguir com seu objetivo de aprofundar a submissão do país ao imperialismo, onde foco maior será na aprovação da Reforma da Previdência, com intuito principal será continuar o pagamento trilionário e ilegal da dívida pública para o imperialistas, e também seguir com o plano de privatizações.

A Lava Jato em todos os seus cinco anos mostrou que não tinha nada de imparcial e de servir para combater a corrupção do país, onde muitos escândalos de corrupção foram divulgados, inclusive da família do atual presidente, e Moro simplesmente ficou calado diante dos casos. A Lava Jato durante esses anos seguiu com o seu objetivo de fazer os desmonte das empresas brasileiras e do governo do PT, corroendo o regime de 88 para colocar no lugar um novo regime mais autoritário e que aprofunde mais a posição do país como uma semi-colônia do imperialismo norte americano e continuem aumentando os saques de nossas riquezas naturais ao mesmo tempo que aprofunde e aplique os ataques à classe trabalhadora como a Reforma da Previdência.

 
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