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Sábado 25 de Mayo de 2019
17:34 hs.

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BRUMADINHO
Multada em R$ 739 milhões desde 2015, Vale não pagou um centavo
Redação

A Vale não pagou um só centavo em multas ambientais nos últimos anos mesmo depois do destruir Mariana e agora ceifar a vida de centenas em Brumadinho.

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Imagem: Yasuyoshi Chiba / AFP / Getty Images/ Clarín

A empresa responsável pelo rompimento da barragem que devastou Mariana e que, 3 anos depois, assassinou centenas em Brumadinho (até o dia de hoje são 142 mortos e 194 desaparecidos) passou ilesa a qualquer tipo de punição aos crimes ambientais e sociais que comete. A Vale recebeu um total de R$ 389 milhões em multas pelo Ibama desde 2015, foram 22 infrações ambientais nos últimos quatro anos. Nenhuma delas pagas.

A conta inclui os R$ 250 milhões da tragédia capitalista de Brumadinho que ceifou a vida de centenas em nome dos lucros e da privatização. Os dados incluem os dados da Samarco, controlada pela Vale e a BHP Billiton. Só as multas não pagas pela tragédia de Mariana são da ordem de R$ 350 milhões.

No Espírito Santo, 5 multas ambientais aplicadas contra a Vale não foram pagas desde 2016 e foram para a dívida ativa do estado. O valor atualizado chega a R$ 42.524.345,40. As multas são referentes, principalmente, ao não cumprimento de condicionantes ambientais e à emissão de material particulado no ar (pó preto).

Leia Mais: Tragédia capitalista de Brumadinho pode acarretar surto de dengue e febre amarela na região

Segundo dados do último balanço da empresa, a Vale está envolvida em processos ambientais que podem resultar em condenações de R$ 7,93 bilhões, sem contar a tragédia de Mariana, há três anos, e a atual, em Brumadinho. A companhia, entretanto, prevê em seu caixa apenas R$ 13 milhões para para custear perdas nessas ações no curto prazo — 0,16% do total.

Isso é mais uma demonstração que o crime ambiental, social e humano feito em nome do lucro capitalista compensa para os cálculos empresariais. O estado foi feito de marionete pela Vale que, para os fins do lucro, está autorizada a jogar fora centenas de vidas de trabalhadores, e não pagar nada por isso. A Agência Nacional de Mineração (ANM), responsável pela fiscalização, tem apenas 35 fiscais capacitados para atuar nas 790 barragens de rejeitos de minérios. São mais de 200 barragens ameaçadas segundo a Agencia Nacional de Águas.

Leia Mais: Vale já havia recusado duas propostas de monitoramento das barragens

Entregar as riquezas nacionais e empresas estatais para a livre exploração capitalista significa aumentar a precarização e terceirização do trabalho e dos serviços prestados, guiados agora para lucros bilionários dos patrões. É necessária uma forte mobilização dos trabalhadores, levantando demandas que sejam capazes de responder às necessidades da classe trabalhadora e da população: em defesa da re-estatização da Vale sob gestão dos trabalhadores e controle popular, colocando a vida e o meio ambiente estejam acima do lucro e suas atividades predatórias na mineração. Colocando em cena também, a luta por um sistema de atenção à saúde gratuito e de qualidade, pautado na prevenção e em um modelo de saúde que ultrapasse a lógica assistencialista, que tenha como ordem do dia a garantia de condições mínimas de vida como saneamento básico e água potável para todos.

Com informações do Jornal O Globo e do ES Hoje

 
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