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Martes 24 de Septiembre de 2019
09:12 hs.

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BOLSONARO
Queiroz, braço direito do clã Bolsonaro, alega cirurgia urgente depois de sorrisos ao SBT
Redação

Seguindo script de Temer e depois de Bolsonaro, Fabrício Queiroz apresentou-se a uma mídia amiga. Aos bolsonaristas do SBT. Ali era só sorrisos e e pode oferecer desculpas sobre as tenebrosas transações alegando negócios com carros, e no dia seguinte alegou que tem marcada uma “cirurgia grave”. O Ministério Público do RJ escancarando todo sua arbitrariedade e seu duplo discurso aceitou a desculpa que aparece um tanto esfarrapada.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro, conhecido por tentar incriminar anarquista morto há mais de século, por perseguir ativistas e criar motivos para manter preso Rafael Braga desde 2013 achou válida as desculpas do braço direito do clã Bolsonaro e aceitou suas duas faltas a depoimentos.

Os mesmos paladinos da “moral” e combate à corrupção, não acharam digno de nenhuma condução coercitiva, de nenhuma cautelar as estranhas transações envolvendo diversos famílias de Queiroz, vários deles funcionários do clã Bolsonaro, e depósitos na conta da família do presidente eleito. Para Flávio Bolsonaro, senador eleito, as explicações foram suficientes, e aparentemente para o MP-RJ até o momento também.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 27, o Ministério Público do Rio informou que o ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), vai passar por "cirurgia urgente". Segundo a Promotoria, Fabrício Queiroz, investigado por movimentações atípicas em sua conta – com saques milionários e depósitos nos dias de pagamento na ALERJ – apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo o MP ele apresentou "atestados que comprovam grave enfermidade".

Essas graves enfermidades que não impediram numerosos sorrisos na entrevista dada ao SBT. Nem sequer data da urgente e grave cirurgia foi apresentada depois de dias de sumiço do coletor de dinheiro na ALERJ.

Fabrício Queiroz faltou a dois depoimentos marcados pela Promotoria. O ex-PM deixou de ir às oitivas do dia 21 de dezembro e também a do dia 19.

Nesta quarta-feira, 26, em entrevista exclusiva ao SBT, Fabrício Queiroz atribuiu o dinheiro a supostos negócios com venda de carros e disse que não é "laranja". Queiroz, contudo, não explicou os depósitos feitos em sua conta por funcionários do gabinete e familiares empregados por Flávio e o presidente eleito.

"(Eu ganhava) cerca de R$ 10 mil por mês (como assessor)", disse Queiroz. "Ainda tinha da minha ex-função, cerca de R$ 10 mil a R$ 11 mil. (Por mês), em torno de R$ 23 mil. Sou um cara de negócios. Eu faço dinheiro", disse Queiroz. "Compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim. Gosto muito de comprar carro em seguradora, na minha época lá atrás, eu comprava um carrinho, mandava arrumar, vendia."

Curiosamente as grandes transações deste “homem de negócios” ocorriam no dia de pagamento da ALERJ e envolviam, às vezes, depósitos de 99% do salário de sua filha, que era funcionária do então deputado federal Jair Bolsonaro e aparentemente se sustentava como personal trainer de celebridades globais e não como assessora do futuro presidente.

A filha e o pai foram exonerados no mesmíssimo dia por Jair e Flávio Bolsonaro em aparente vazamento da investigação da COAF.

Perguntado sobre os depósitos feitos em favor da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, Queiroz disse que "nosso presidente já esclareceu. Tinha um empréstimo de R$ 40 mil. Foram 10 cheques de R$ 4 mil. Nunca depositei R$ 24 mil."

"Esse mérito do dinheiro, eu quero explicar ao MP. São pessoas da minha família. Eu gero o dinheiro da minha família. Minhas filhas trabalham comigo desde os 15 anos. Quando tinha vaga(nos gabinetes), eu pedia para empregá-las. Minha filha que sempre cuidou da mídia do deputado dará esclarecimento."

“Curiosamente” esse tipo de frase não gerou gritos até o Olimpo nem do MP nem da mídia em flagrante caso de nepotismo com conivência do clã Bolsonaro.

Esse caso é mais um caso que mostra a absoluta parcialidade do judiciário e da mídia que condenam mediante “powerpoint” quando há convicções mas não há provas, e omitem, escondem, ignoram em outros conforme seus interesses políticos. O Esquerda Diário sempre denuncia as medidas autoritárias tomadas pelo judiciário, entendendo que elas cedo ou tarde se voltarão contra os trabalhadores e suas organizações, bem como denuncia que a atuação política do judiciário tem como objetivo facilitar a continuidade do golpe e seus ataques à classe trabalhadora, substituindo um esquema de corrupção por outro mais favorável ao imperialismo. Para combater a corrupção não é possível confiar em juízes e procuradores que formam uma casta de milionários e privilegiados, mas lutar para que todo juiz seja eleito, revogável e ganhe como uma professora e que todo caso de corrupção seja julgado não por compadres de toga mas por júri popular.

Com informações da Agência Estado

 
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