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Lunes 23 de Septiembre de 2019
20:42 hs.

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TRANSPETRO
Greve: sem receber, motoristas terceirizados da Petrobras cruzam os braços em todo país
Redação

Terceirizados sem receber 13o salário e outros direitos cruzam os braços de norte a sul do país, afetando diversos terminais da Petrobras Transporte S/A. Chega de trabalho escravo!

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Foto: Manifestação da greve em reunião dos trabalhadores em unidade da Petrobras Transporte

Quase na véspera do Natal centenas de motoristas terceirizados da Petrobras Transporte (Transpetro), subsidiária de logística da estatal cruzaram os braços em todo o país. A greve afeta dezenas de unidades da empresa em São Paulo, no Sul e no centro-oeste. As informações preliminares dão conta de uma greve simultânea nos terminais de São Sebastião, São Caetano do Sul, Guararema, Barueri, Guarulhos, Ribeirão Preto, Uberlândia, Paranaguá, Goiânia e diversos outros terminais nas regiões sul e centro-oeste. Os motoristas estão revoltados com a falta de pagamento de seu 13o salário, com ter que pagar de seus próprios bolsos pedágios e outros gastos, bem como pelo descumprimento de acordo coletivo e outros direitos trabalhistas pela empresa JPTE.

Também revoltou os motoristas um comunicado emitido pela contratada JPTE que culpava as multas decorrentes de seu descasso com as leis trabalhistas pelo não pagamento do direito dos trabalhadores. A empresa que tem milionários contratos com a Petrobras em diversas unidades e abrangendo os mais diversos serviços, como operação, transporte e vigilância embolsa milhões para os bolsos dos acionistas e deixa os trabalhadores e suas famílias passando necessidade.

O Esquerda Diário já denunciou, no dia 07/12 como os terceirizados vinham sendo tratados como escravos pela Transpetro e pela empresa contratada. Sem salários ainda sofriam um assédio antissindical dos gerentes da Transpetro que espalharam aos quatro ventos que terceirizados da mesma empresa que estavam em greve na Base de Carregamento de Guarulhos seriam demitidos, informação que além de absurda, desumana era mentirosa, estão todos contratados na nova empresa. Essa informação era espalhada para amedrontar os motoristas a não seguirem os operadores terceirizados daquela base. Hoje, os motoristas de norte a sul do país mostram sua união e que não se amedrontam pelos pequenos carrascos de sua empresa e dos gerentes da estatal.

Em flagrante descaso e abuso desta patronal escravagista, a empresa que contratou os motoristas por whatsapp (!), nunca apareceu com um mísero representante da diretoria da empresa nos locais, inclusive hoje durante a greve, já comunicou os motoristas (por whatsapp para variar) que terão seus dias descontados. A Transpetro e seus "gestores" para variar lavam as mãos, burocraticamente multam a empresa e não se responsabilizam pelo trabalho não remunerado, ou seja pela escravidão, dentro de suas unidades. Muito ao contrário de se responsabilizar, todos gerentes se orgulham de encolher o pessoal e os valores de cada contrato, juntam "indicadores" para mostrar aos futuros presidentes da Petrobras no governo Bolsonaro e mostrar como podem continuar sendo gerentes neste processo de aceleramento da privatização e terceirização. Bolsonaro já anunciou que pretende privatizar diversos ramos da empresa, entregando-a empresas estrangeiras, e os gerentes mostram serviço com este descaso com os terceirizados e com os numerosos acidentes que ocorrem graças a cortes em pessoal e nos gastos com manutenção.

Essa situação de escravidão dentro do sistema Petrobras ocorre também com a conivência da maioria dos sindicatos dos motoristas, que sequer aparecem nas unidades mesmo quando intimados pelos trabalhadores, bem como dos sindicatos petroleiros que no máximo emitem uma nota de pesar pela situação dos terceirizados. O Sindicato dos Petroleiros de São Paulo Unificado publicou em seu último boletim uma nota denunciando a situação dos trabalhadores desta empresa e contentando-se com a existência da clausula do acordo coletivo dos petroleiros ("fundo garantidor") que garante que mediante a suposta falência das empresas seria a Petrobras responsável pelos encargos trabalhistas. Este processo moroso e burocrático não garante o salário e os direitos que são devidos hoje!

Os petroleiros efetivos e terceirizados de outras empresas tem dado mostras de solidariedade com os trabalhadores da JPTE e a união nacional dos trabalhadores mostra sua força para curvar os gerentes e esta empresa escravocrata, organizar esta solidariedade por parte dos sindicatos é o mínimo que se pode fazer para derrotar esse descaso, garantir os direitos trabalhistas e avançar na união de todos trabalhadores.

O Esquerda Diário apoia a luta dos trabalhadores por seus direitos, e entende esta luta como parte da luta para união de todos trabalhadores, sejam eles efetivos ou terceirizados, defendendo sua incorporação à empresa, sem necessidade de concurso público, para que todos possam gozar dos mesmos direitos e juntos lutar contra a entrega dos recursos nacionais aos bolsos de multinacionais.

 
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