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ELEIÇÕES 2018
Veja os políticos, latifundiários e empresários escravistas que apoiam Jair Bolsonaro
Redação

A máxima popular “diga-me com quem andas, que te direi quem és”, é bastante valida para entender o avanço do Bolsonaro e seu projeto de governo de extrema direita, aliado a setores patronais e latifundiários escravocratas, liberais e contrários a qualquer tipo de liberdade democráticas e lutas populares e dos trabalhadores. Veja aqui quem são esses “podres ilustres” apoiadores do golpismo e de Bolsonaro.

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Primeiro o conhecido Luciano Hang, dono das lojas Havan, que gravou sua propaganda eleitoral completamente machista e misógina, na qual coloca uma mulher semi-nua em uma posição opressiva e exposta, além disso o empresário intimidou seus funcionários a votarem no Bolsonaro, fazendo um “alerta” sobre o que “os votos dos funcionários” poderiam acarretar. “Você está preparado para ganhar a conta da Havan?”.

Mas ele não foi o único empresário a usar da sua localização de chefia como intimidação, uma carta do presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta, tem circulado nas redes sociais em apoio a Bolsonaro. Presidente da maior rede de supermercados do Paraná elenca motivos pelos quais vota em Bolsonaro e motivos pelos quais não vota “na esquerda”, como ele definiu, e ainda sugere aos funcionários que votem em seu candidato.

Dentro dessa lista intimidatória, estão que Bolsonaro “não ter medo de dizer o que pensa, proteger os princípios da família, da moral e dos bons costumes”, que “luta contra o aborto e contra a sexualização infantil, é a favor da redução da maioridade penal e segue os valores cristãos”, enquanto ataca a esquerda da forma mais rude e estereotipada.

Outros empresários compõe a lista de apoiadores, mostrando como o crescimento de Bolsonaro esta apoiado nas idéias mais reacionários e empresariais que buscam semi escravizar os trabalhadores, aplicando a reforma trabalhista e aprovando a reforma da previdência, para que eles lucrem ainda mais. Bolsonaro além de representar a elite mais escravocrata, misógina e autoritária, é defensora de todos ataques aos trabalhadores, a negação de qualquer direito e a super exploração.

Também Fábio Wajngarten, parceiro de Eli Horn da Cyrela, é, junto de outro gigante da construção, Meyer Nigri, o dono da Tecnisa, os responsáveis desde o começo do ano de apresentar Bolsonaro ao PIB nacional e estrangeiro. A Tecnisa e a Cyrela tem em comum são gigantes da construção brasileira que não eram beneficiárias dos contratos públicos. Junto de gigantes imperialistas são beneficiários da Lava Jato e têm uma política de “refundar o país”. Eli Horn tentou esconder seu direitismo, mas o que quer é “um presidente que faça leis a favor do liberalismo, que acabe com a miséria. Qual é esse candidato? Não sei ainda.”

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Também é visível as intenções da suposta “mão invisível do mercado”, que a partir de aumentos e quedas na bolsa de valores, vem indicando seus interesses de direita. Aumentando e diminuindo de acordo com as oscilações eleitorais de Bolsonaro.

Por fim a Frente Parlamentar da Agropecuária, que não só tem peso parlamentar, mas também peso no PIB nacional, composta por setores reacionários do campo, que são os principais agentes contrários a demarcação das terras indígenas, do desmatamento, da defesa da reforma trabalhista, e como sabemos ligados a casos de trabalho escravo e assassinatos indígenas. São os maiores herdeiros da Casa Grande.

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A Frente Parlamentar da Agropecuária na oposição desde meados do segundo governo Dilma, foi parte importante da base de apoio do governos do PT. Kátia Abreu, atual candidata a vice-presidente de Ciro, foi a figura mais proeminente desta negociata, que também envolvia os Maggi, Marun e toda corja latifundiária. Durante todo governo do PT as posições econômicas e políticas deste setor se fortaleceram. Não faltou crédito subsidiado ao agronegócio, não faltaram isenções de impostos e ajudas do BNDES.

Por fim, republicamos a seguir os perfis políticos e crimes que são acusados os senadores que compõem esta frente que é a flor do esgoto do que á a burguesia brasileira. Estes são os senhores (e pouquíssimas senhoras da Casa Grande) que estão abraçados com Bolsonaro não somente para atacar populações indígenas, quilombolas, mas também para acabar com os direitos trabalhistas e alinhar-se em maior entreguismo aos EUA. São a pior corja do golpista nacional

Airton Sandoval (MDB-SP): suplente do tucano Aloysio Nunes que está no Ministério das Relações exteriores de Temer, em seu breve mandato votou a favor da escravagista reforma trabalhista, e atuou fortemente a favor da impunidade do arqui-corrupto Aécio Neves. É ligado ao agronegócio na região de Franca-SP.

Benedito de Lira (PP-AL): acusado pelo MPF e pelo STF de corrupção passiva no esquema da Petrobrás. Segundo MPF, Lira se beneficiou “com o recebimento de quantias periódicas indevidas, oriundas do pagamento de propinas por empresas que tinham contratos com a Petrobras, em razão do controle pela Partido Progressista (PP) da Diretoria de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa, tudo em troca de votar a favor de projetos de interesse do governo federal".

Cidinho Santos (PR-MT): vice-ministro de Blairo Maggi na Agricultura, Santos é alvo de quatro ações civis públicas movidas pelo MPF e já teve até seus direitos políticos cassados. Investigado na Operação Sanguessuga, que funcionava com parlamentares superfaturando o preço das ambulâncias e desviando o dinheiro recebido, que era dividido entre empresários e políticos. O prejuízo causado pelo esquema foi estimado em R$ 110 milhões.

Dário Berger (MDB-SC): foi condenado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) a devolver aos cofres públicos o dinheiro gasto com um show que não aconteceu. Condenado a pagar 20 salários de prefeito referente ao uso irregular de um veículo do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), apreendido pela Polícia Rodoviária Federal em setembro de 2010 com material de campanha e R$ 1.850,00 em dinheiro.

Valdir Raupp (MDB-RO): Foi condenado por improbidade administrativa em ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual e pelo estado de Rondônia. A Justiça determinou o ressarcimento ao erário, vedação de recebimento de benefícios fiscais ou creditícios e pagamento de multa. Graças a mãozinha de Fachin do STF teve um outro processo extinto no STF.

Eduardo Amorim (PSC-CE): Foi condenado ao pagamento de multa de R$ 30 mil por se beneficiar ilegalmente de bem público usado para promover sua candidatura ao Governo de Sergipe em 2014. O prefeito de Itabaiana, Valmir dos Santos Costa (PR-SE), contratou empresa de publicidade para promover aliados às custas da Prefeitura.

Garibaldi Alves Filho (MDB-RN): vinculado ao Escândalo dos Bingos.

Gladson Cameli (PP-AC): É alvo de inquérito aberto com a Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras.

Hélio José (MDB-DF): gravações feitas e divulgadas pela internet mostram Hélio José defendendo a indicação de um ex-assessor para o cargo de superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) no Distrito Federal. Nos áudios, o político diz que nomeia "a melancia que quiser" para o posto e que quem não "estiver com ele" pode "cair fora".

José Maranhão (MDB-PB): É alvo de ação civil pública de improbidade administrativa com dano ao erário, movida pelo Ministério Público Estadual.

Lasier Martins (PSD-RS): foi repórter da Globo por 27 anos, ganhou fama após receber um choque de uma uva em rede nacional. Além de ser porta-voz da emissora golpista, o eminente membro do partido de Kassab é autor da frase racista “quantos índios no Brasil deixaram de ser índios e hoje são profissionais respeitados?". Uma de suas plataformas de campanha para o Senado foi a aliança com setores do empresariado estrangeiro e nacional.

Magno Malta (PR-ES): Foram desaprovadas as contas anuais do diretório regional do PR-ES, relativas ao exercício de 2011, quando o parlamentar era o seu presidente. A Justiça Eleitoral determinou que não fossem repassadas ao diretório as cotas do fundo partidário pelo prazo de doze meses. Também envolvido na Operação Sanguessuga e dos mais entusiastas defensor do reacionário Escola sem Partido.

Paulo Bauer (PSDB-SC): condenado por improbidade administrativa de ressarcimento de despesas efetuadas com verbas públicas em decorrência de gastos realizados com campanha publicitária contratada pela Secretaria Estadual das Educação, quando era o secretário responsável, a qual atribuíram escopo de promoção pessoal do administrador público. É parte dos tucanos que já desembarcaram de Alckmin rumo à candidatura de Bolsonaro.

Pedro Chaves (PRB-MS): milionário empresário da educação, Chaves tem íntimas relações com José Carlos Bumlai, pecuarista preso pela Lava Jato. Coordenou a campanha ao Senado do cassado Delcídio Amaral, e teve à sua disposição R$ 9,5 milhões doados por empreiteiras investigadas pela operação Lava Jato. Tem patrimônio de modestos R$69 milhões.

Rodrigues Palma (PR-MT): ligado ao grupo político e econômico do “rei da soja”, Blairo Maggi.

Rose de Freitas (MDB-ES): chefe do governo Temer na Câmara, é braço forte dos golpistas.

Ronaldo Caiado (DEM-GO): Enciclopédias seriam necessárias para aglutinar o honesto portfólio de Caiado. Basta um para nós: é um escravocrata junto a seus familiares em Goiás. Sobrinho do pecuarista Antônio Ramos Caiado Filho, que está na relação chamada “lista suja”, com empregadores flagrados por prática de trabalho escravo pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ronaldo foi um dos 29 deputados que votaram contra a PEC do Trabalho Escravo em 2012, e tem se pronunciado em favor da mudança da definição de escravidão contemporânea na lei brasileira. Lidera pesquisas nas eleições para governador de Goiás.

Romero Jucá (MDB-RR): É alvo de inquérito que apura crimes de responsabilidade. Faz parte da lista divulgada pela empreiteira Odebrecht que contém 300 nomes mencionados nos documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a 23ª fase da Operação Lava Jato. Tem sido voz ativa para promover a xenofobia com os venezuelanos em Roraima.

Sérgio Petecão (PSD-AC): É réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por crimes eleitorais.

Waldemir Moka (MDB-MS): Reportagem publicada pela Folha mostrou que o deputado federal Waldemir Moka (PMDB-MS) gastou R$ 12 mil da Câmara dos Deputados para imprimir 40 mil exemplares de um boletim em que divulga sua candidatura ao Senado. Moka ainda debitou na conta da Câmara uma passagem de ida e volta com a mulher para Nova Iorque.

Wellington Fagundes (PR-MT): É alvo de inquérito que apura peculato.

Alguns dos presidenciáveis também compõe a Frente Parlamentar da Agropecuária, não estando, pelo menos até o fim do primeiro turno, formalmente ao lado de Bolsonaro, mas pelo que as tendências indicam irão prestar seu apoio ao candidato no segundo turno:

Álvaro Dias (PODEMOS - PR): governador do Paraná entre 1986-1990, é mais lembrado pela brutal repressão contra os professores no ano de 88, data amargamente relembrada pelos professores desde então. Reacionário de marca maior fervoroso adorador do juiz Sergio Moro, nos debates é sempre porta voz da Lava Jato e do golpismo, sempre festejando a prisão de Lula e o impedimento do povo decidir em quem votar.

Ana Amélia (PP-RS): A vice latifundiária e representante do centrão, escolhida a dedo por Alckmin para dialogar com a base reacionário de Bolsonaro, autora da Lei Antiterrorismo usada para criminalizar movimentos sociais. Iniciou sua carreira política acumulando cargos enquanto era diretora da emissora Globo em Brasília, por meio do nepotismo, ocupando em 1986 um cargo no gabinete de seu marido Octávio Omar Cardoso, senador biônico da ditadura militar pelo ARENA e depois PDS.

Antonio Anastasia (PSDB-MG): outro golpista de marco maior ocupou o cargo de relator durante o processo de Impeachment que resultou no golpe, atualmente concorre ao governo de MG. Foi citado em delação de um executivo da Odebrecht, que afirmou que a campanha dele em 2010 recebeu dinheiro de caixa dois. Tambéma pareceu na lista de Janot, junto a outros 47 nomes citados em delações da Odebrecht.

Flexa Ribeiro (PSDB-PA): É alvo de inquérito que apura a prática de crimes contra a administração pública. De acordo com a acusação, o parlamentar participou de esquema de fraude em contratos entre o Governo do Estado do Pará e empresas para realização de obras, construção e serviços de engenharia, que desviou dinheiro público a fim de financiar campanhas eleitorais.

José Medeiros (PODEMOS-MT): –formalmente com Álvaro Dias, deve acompanhar o candidato e declarar voto em Bolsonaro no segundo turno. Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade abrir inquérito para impugnação de mandato de Medeiros, apontando indícios de fraude na convenção da coligação Mato Grosso Melhor Pra Você (PDT / PPS / PSB / PV) em 2010 no que se refere à suplência do então candidato Pedro Taques.

Ciro Nogueira: está formalmente com Haddad, para garantir votos no Piaui e ao mesmo tempo que ganhe quem ganhar esses interesses reacionários intactos. Em novembro de 2016, Ciro Nogueira foi acusado de lavagem de dinheiro e corrupção, pelo então Procuradores Geral da República, Rodrigo Janot. Segundo a ação, Ciro teria recebido R$ 2 milhões da UTC Engenharia. Novamente acusado em 2018, na delação da JBS em maio, o executivo Ricardo Saud afirma que Ciro Nogueira recebeu R$ 42 milhões em nome do PP.

Acir Gurgacz (PDT-RO): Réu no Supremo Tribunal Federal sob acusação de estelionato e crimes contra o sistema financeiro. Além disso, a denúncia aponta que o senador teria usado documento falso para comprovar a suposta aquisição de sete ônibus novos, por R$ 290 mil cada. Formalmente está com Ciro, desenvolver.

 
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