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Miércoles 21 de Agosto de 2019
02:58 hs.

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DIREITA ESCRAVISTA
Ana Amélia levará seu chicote nos atos do dia 29?
Valéria Muller

Geraldo Alckmin em sua última propaganda eleitoral aderiu ao movimento “ele não” e já circulam informações de que Ana Amélia, sua vice latifundiária ultra reacionária que defendeu abertamente o uso de chicotes contra manifestações, poderia ir aos atos do dia 29. Não é possível enfrentar a extrema direita se aliando com o que há de mais podre da própria direita, como Ana Amélia, nem com os golpistas como busca o PT.

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Ana Amélia foi convidada por Alckmin como vice justamente por ser representante do que existe de mais reacionário no país. É senadora pelo PP do Rio Grande do Sul, representante do conservadorismo medieval das elites gaúchas, além de ser do partido de Paulo Maluf. Foi escolhida para ser a representante do chamado “centrão” porque representa o pior do golpismo.

Ana Amélia tem um reacionarismo tão descarado que chegou a defender num vídeo que circulou nas redes sociais os ataques proto-fascistas contra a caravana de Lula, onde não somente houve tiros, mas também o uso de chicotes (rebenque ou relho, que é como ela se refere no vídeo) contra os manifestantes.

É inaceitável que uma mulher da bancada ruralista ultra reacionária, apoiadora de muitas das ideias defendidas pelo próprio Bolsonaro, seja aceita no movimento de mulheres, como se deu com Rachel Sherazade e outras que vem aderindo ao #elenão.

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Viemos denunciando que o PT está tentando transformar o legítimo ódio das mulheres contra Bolsonaro, que sabemos quanto é um machista reacionário, em um movimento eleitoral de apoio ao PT e sua política de buscar um novo pacto com os golpistas. Agora estamos frente a movimentações inaceitáveis de Alckmin de “aderir” ao “#EleNão”, abrindo espaço para que reacionárias como Ana Amélia venham agora querer fazer parte do movimento das mulheres. Alckmin e Ana Amélia são parte do que existe de pior do golpismo. Não devemos ter nenhuma “sororidade de todas” com as reacionárias e burguesas.

Nossa luta é a luta das mulheres trabalhadoras e da juventude que quer lutar contra essa extrema direita nojenta e todos os golpistas. Nenhum espaço para aliança com mulheres que representam as instituições que atacam, assassinam e torturam as mulheres indígenas e as camponesas sem-terras.

Nos organizemos para rechaçar essa política de manobrar o movimento de mulheres para transformar em um movimento eleitoral de apoio a uma política de conciliação com os golpistas e agora até mesmo de apoio direto ao que existe de mais reacionário no país como Ana Amélia.

 
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