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Jueves 19 de Septiembre de 2019
23:37 hs.

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ASSASSINATO DE UM TRABALHADOR MINEIRO NO CHILE
100 pessoas se manifestam em frente à sede da Codelco em repúdio ao assassinato de um trabalhador mineiro
Angela Gallardo Suárez, Santiago do Chile

Diante da notícia brutal de que um trabalhador, mineiro, Nelson Quichillao, de cerca de 50 anos, que trabalhava na empresa de mineração Geovita em El Salvador, foi assassinado por Carabineiros durante paralisação construída pelos trabalhadores efetivos e contratados, por negociações do Acordo Marco, trabalhadores e organizações sindicais e políticas continuam protesto em frente à sede da Codelco na rua Huérfanos, Santiago.

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Durante esta madrugada (24), Nelson Quichillao, trabalhador mineiro da empresa Geovita (contratada pela Codelco [1]), foi assassinado por Carabineiros (polícia federal do Chile, N.T.) no bairro de Diego Almagro, durante mobilização para exigência de negociações do "Acordo Marco", que foi convocada pelos trabalhadores efetivos e contratados da empresa. O crime brutal ocorreu após uma forte repressão das Forças Especiais, na mina El Salvador, onde a instituição policial reprimiu os trabalhadores durante todo o tempo, deixando, nesta madrugada, já sem vida Quichillao e um saldo de outros três mineiros feridos.

A notícia se espalhou rapidamente pelas redes sociais e em alguns meios de comunicação, causando uma grande comoção. Diante do assassinato, o prefeito de Diego de Almagro fez declarações à imprensa, confirmando que Quichillao morreu devido a uma bala em sua virilha, ele também afirmou que existiriam mais trabalhadores feridos por Carabineiros e que o clima era de completa indignação e raiva frente a um novo caso de abuso policial. Neste momento, a região onde ocorreram os enfrentamentos está sitiada pela polícia, enquanto dezenas de moradores exigem a retirada imediata da mesma.

Em resposta a este novo caso de abuso policial que culminou no assassinato de um trabalhador, organizações sindicais e políticas de trabalhadores e dirigentes sindicais, rapidamente convocaram uma manifestação em frente à sede da Codelco, localizada na rua Huérfano, para expressar o repúdio para com a empresa, a polícia e também ao Governo que tem se mantido intransigente em relação às diversas demandas dos vários setores da sociedade.

Neste momento, ao redor da Coldelco, estão cerca de 100 pessoas, com bandeiras, faixas, cartazes e canções, que protestam em rechaço à repressão policial. “ Um operário morreu, um paco o matou” ou “ avançar rumo à paralisação nacional”, são alguns dos gritos que entoaram dezenas de pessoas no centro de Santiago.

A convocatória também envolveu organizações sindicais como a CIUS, a CGT; dirigentes sindicais da Transantiago; trabalhadores da obra da Linha 3 do Metrô, em greve; organizações políticas como a Alternativa Operária, Agrupação Combativa e Revolucionária, Partido dos Trabalhadores Revolucionários; e também estudantes de diversas universidades como de Usach, Universidade do Chile, entre outras.

Durante a manifestação, dirigentes sindicais, trabalhadores e estudantes, enviaram palavras de apoio à mobilização que está sendo convocada pelo operários mineiros, foram deixadas condolências à família do trabalhador assassinado. Também aproveitou-se a ocasião para se impulsionar com força a unidade dos trabalhadores e também, para se deixar claro a importância de que se mantenham às mobilizações, como forma de reafirmação da necessidade de avançar em direção a uma paralisação nacional em resposta à repressão policial e à política intransigente e de criminalização dos movimentos sociais e dos trabalhadores do governo da Nova Maioria.

Trabajadores y estudiantes se manifiestan fuera de la sede central de Codelco en repudio del asesinato a Nelson Quichillao en manos de Carabineros.

Posted by La Izquierda Diario Chile on Sexta, 24 de julho de 2015

Trabalhadores e estudantes convocaram uma reunião para hoje (24), às 18 horas, na obra onde estão os operários da construção da linha 3 do Metrô, na Estação Mapocho e no metrô Cal e Canto. A proposta pretende organizar setores de trabalhadores e estudantes, junto também a organizações sindicais e políticas, como o objetivo de dar uma resposta diante deste fato brutal e contra a dura repressão que teve o respaldo do Governo. Ademais, foi convocada um cortejo em frente à sede da Codelco, em Huérfanos, às 20h30 (24/07), horário local de Santiago, Chile.

[1] Empresa chilena estatal de exploração de Cobre, a sigla significa: Corporação Nacional do Cobre – Chile. [N.T.]

 
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