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Domingo 29 de Marzo de 2020
16:07 hs.

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IMPUNIDADE
Longe das câmeras o conselho de "ética" arquiva processo contra Aécio
Redação

Em um jogo de cartas marcadas, o presidente do Conselho de Ética do Senado mandou arquivar o processo contra o senador tucano Aécio Neves. Alguns senadores que votaram contra as medidas cautelares determinadas pelo STF haviam dito que procurariam tomar medidas no Senado. O óbvio ocorreu, longe das câmaras a velha impunidade.

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Foto: Alessandro Dantas

Escondido das câmeras o presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), decidiu arquivar, nesta terça-feira, 24, representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por quebra de decoro parlamentar. João Alberto alega que acatou sugestão da Advocacia-Geral da Casa. A decisão ainda cabe recurso, que deverá ser assinado por, pelo menos, cinco membros.

A representação que pede a abertura do processo por quebra de decoro foi apresentada pelo PT no início do mês, logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter afastado Aécio do mandato. A decisão da Corte acabou barrada pelo plenário do Senado na semana passada e o tucano retomou às atividades parlamentares.

O PT pede que os senadores analisem se Aécio quebrou decoro parlamentar ao ser flagrado em conversa na qual pede R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. O tucano nega que seja propina e alega que pediu o dinheiro emprestado para pagar sua defesa na Operação Lava Jato. No STF, Aécio é investigado por corrupção passiva e obstrução de Justiça

Esta é a segunda vez que João Alberto arquiva representação contra Aécio este ano. Em junho, o parlamentar indeferiu outro pedido de cassação contra o tucano com base no mesmo episódio. Na ocasião, ele alegou "falta de provas". Agora, justifica que não há fato novo para a representação ser apresentada.

Para Aécio sempre faltam provas mesmo que existam áudios, dinheiro recebidos pelo primo, por seu "braço direito" sua irmã. A impunidade de políticos, juízes, empresários não é combatida nem pelo Congresso nem pelo judiciário, é necessário lutar por júri popular para todos casos de corrupção e confisco dos bens de todos corruptos.

Com informações da Agência Estado

 
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