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Viernes 15 de Enero de 2021
17:42 hs.

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RACISMO
Professor de Medicina da Unicamp cita Trump para criticar cotas raciais
Flávia Telles
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Em uma manifestação racista nas redes sociais o professor de medicina da Unicamp, Paulo Palma, ironizou que a entrada de negros na universidade reduziria seu nível acadêmico. No post ele propõe rebatizar a universidade para “Escola Estadual de Terceiro Grau Zeferino Vaz” e termina parafraseando o famoso slogan do reacionário Donald Trump, “Let’s make UNICAMP great again!”

Sua indignação se deve ao fato de que ontem, 31/05, a Unicamp aprovou os princípios de cotas étnico-raciais que deverão ser implementadas a partir de 2019. Essa aprovação foi fruto da uma árdua luta do movimento negro, dos estudantes, professores, funcionários. Foram meses de greves, ocupação de Reitoria, atos, manifestações, audiências e debates até que as cotas fossem finalmente conquistadas. Uma conquista arrancada da Reitoria e do Conselho Universitário.

A declaração do professor é a expressão do profundo racismo que existe e se perpetua dentro e fora do ambiente universitário. Desde sua origem a Unicamp, como as demais universidades públicas, nunca teve como perspectiva a inclusão e o acesso ao ensino superior de negros e negras.

O racismo de Paulo Palma é imbuído da típica ignorância e o preconceito dos estratos sociais que querem manter a Unicamp elitizada, branca e voltada aos interesses das grandes empresas. São inúmeras as pesquisas que demonstram que a aprovação das cotas étnico-raciais não diminuiu a qualidade acadêmica das universidades onde já foram implementadas.

Não é casualidade sua evocação do reacionário Donald Trump, declarado inimigo da comunidade negra, imigrantes e todos os oprimidos. Assim como Trump, o professor de medicina é contra as cotas porque é racista.

Os séculos de escravidão e violência contra os negros vão ser cobrados. Palma, Trump e todos racistas serão poeira na história. A voz de centenas de negros e negras, que ontem cantaram e se emocionaram com a aprovação das cotas é só o começo da nossa luta.

 
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