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Jueves 30 de Marzo de 2017
07:42 hs.

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ESTADOS UNIDOS
Trump escolhe um “falcão” ligado à direita israelense como embaixador em Tel Aviv
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Trata-se do advogado David Friedman, que as mídias israelenses definem como ligado à extrema direita desse país. Quer transferir a embaixada para Jerusalém. Uma provocação à Palestina.

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Trump segue preparando a transição e assim como na maioria dos postos de seu gabinete, não viu controvérsias na hora de escolher seu embaixador em Israel.

O nominado é o advogado de 57 anos David Friedman, especialista em falências e próximo às posições da extrema direita em israel.

Friedman foi um dos principais assessores de Trump durante a campanha eleitoral quanto às relações entre Estados Unidos e Israel.

A nota apresentada pela equipe que prepara a transição do presidente eleito indica que com esta designação, Trump reafirma seu compromisso para reforçar as relações entre os dois países e garantir que entre eles “haja uma extraordinária cooperação estratégica, tecnológica, militar e de inteligência”. Ou seja, priorizando a relação com Israel como um aliado estratégico dos Estados Unidos no Meio Oriente. Um verdadeiro enclave do imperialismo estadunidense na região.

O diário israelense Haaretz, ao fazer eco desta designação, assegura que Friedman, um judeu ortodoxo, é colunista de dois meios de comunicação israelenses localizados na direita política, Arutz Sheva e The Jerusalém Post.

De acordo com Haartz, suas posições estão mais à direita do primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que é preciso dizer, além de um fanático defensor dos colonos que ocupam os territórios palestinos.

A provocação de Jerusalém

A embaixada dos Estados Unidos esteve localizada em Tel Aviv por décadas. Trumo prometeu durante a campanha presidencial que tranferiria a Jerusalém, uma medida que gerou objeções no mundo muçulmano e que vai claramente contra os interesses do povo palestino, ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Durante a campanha, Trump deixou claro que apoiaria Israel em diversos temas críticos, incluindo a transferência da embaixada estadunidense a Jerusalém, praticamente reconhecendo a cidade como capital do Estado hebreu, apesar das objeções internacionais. Também disse que não pressionará Israel para que mantenha negociações com os palestinos.

Os EUA não considerava até agora Jerusalém como capital de Israel, assim como a maioria das potências mundiais (as embaixadas de outros países também estão em Tel Aviv), e não reconhecem a anexação da zona leste de Jerusalém depois da guerra de 1967.

Em uma verdadeira provocação, Friedman disse que trabalharia infatigavelmente para “fortalecer o laço inquebrantável entre nossos países e avançar na causa da paz na região, espero fazer isto a partir da embaixada dos Estados Unidos na eterna capital de Israel, Jerusalém”.

 
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