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RIO GRANDE DO SUL

Ana Amélia é porta-voz do reacionarismo no RS e quer reforma da previdência logo

A ex-senadora pelo PP/RS, agora na chefia da Secretaria de Assuntos Federativos e Internacionais do governo estadual, declarou em entrevista que Bolsonaro precisa “acertar ou acertar” na aprovação da Reforma da Previdência. Reacionária fervorosa, Ana Amélia é mais uma porta voz do governo de Eduardo Leite clamando para nos fazer trabalhar até morrer.

terça-feira 19 de março| Edição do dia

Em entrevista para o jornal Pioneiro, Ana Amélia Lemos falou sobre sua função à frente da pasta de Assuntos Federativos e Internacionais do governo estadual, que é de fazer a ligação, entre outras, do governo estadual de Eduardo Leite com o governo federal de Jair Bolsonaro.

Questionada sobre o governo de Bolsonaro, declara: “A reforma da Previdência é o primeiro grande desafio, e precisa haver sucesso nisso. Eu aposto que há um esforço grande do Governo Bolsonaro para acertar. É acertar ou acertar...”. Remarca a posição dos capitalistas e seus representantes, assim como do governo estadual do RS, de pressionar para que Bolsonaro cumpra logo a tarefa para o qual foi designado de aplicar a Reforma da Previdência para nos fazer trabalhar até morrer.

Faz demagogia com a situação de crise do país, com cerca de 12 milhões de desempregados, para aplicar um projeto que vai aumentar os lucros dos capitalistas às custas da classe trabalhadora. Entretanto é uma grande mentira que a reforma da previdência pode acabar com os problemas do país.

Ana Amélia é ex-jornalista da RBS, ex-senadora, ex-candidata ao governo do RS e 2014 e ex-candidata a vice na chapa de Alckmin para a presidência em 2018. São notórias suas posições escandalosamente reacionárias, como elogiar as agressões contra manifestantes da caravana de Lula no RS ou votar a favor do teto de gastos ou a Reforma Trabalhista. Como já denunciamos aqui no Esquerda Diário, Ana Amélia é uma desgraça ao povo gaúcho e inimiga dos trabalhadores.

Não é a toa que agora Ana Amélia integre o governo de Eduardo Leite. O atual mandante do Piratini segue a agenda de ataques aos servidores estaduais e aos trabalhadores do RS que Sartori aplicava. Mostras disso é a continuidade do atraso da folha de pagamento estadual e a continuidade e aprovação, no fim de fevereiro, de dois projetos de ataque aos servidores que haviam sido encaminhados por Sartori. Além disso, a prioridade de Leite agora se coloca sobre o projeto para acabar com a obrigatoriedade de plebiscito para privatizar as empresas públicas como a CEEE, Sulgás e CRM.

Eduardo Leite tenta aparecer como inovador e “democrático” buscando a oposição para o diálogo. Os trabalhadores não podem aceitar este teatro como fazem partidos da “oposição” como o PT e o PCdoB, que elogiam o novo governador por sua postura de diálogo. É preciso ter claro que Leite é um “Sartori 2”, com o mesmo programa, fato que não é negado sequer pela base do governo, como afirmou um deputado do MDB.




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