PRIVATIZAÇÃO DA CEMIG

Zema sinaliza novamente intenção de avanço privatista sobre a Cemig

O governador de Minas Gerais afirma que a gestão privada está dando certo, mesmo após a catástrofe do apagão no Amapá.

sexta-feira 29 de janeiro| Edição do dia

Zema sinaliza novamente intenção de avanço privatista sobre a Cemig

O governador de Minas Gerais afirma que a gestão privada está dando certo, mesmo após a catástrofe do apagão no Amapá.

O governador de MG, Romeu Zema (NOVO) voltou a falar sobre a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Defendendo um modelo de abertura de capital, para que o empresariado possa comprar parte da estatal e controlá-la. Segundo Zema, a empresa precisa de recursos e a privatização “já está demonstrado que funciona”. Para introduzir a iniciativa privada à captar lucros sob as necessidades básicas da população, Zema pretende ceder o controle da energia de minas à burguesia que não possui nenhum compromisso com o povo a não ser o de lucrar e embolsar dinheiro que deveria ser público, podendo controlar inclusive o preço do fornecimento de energia.

A declaração do governador, porém, desconsidera totalmente o recente caso de apagão no Amapá, que sob responsabilidade da empresa privada Gemini Energy, deixou o estado inteiro em um dos maiores apagões da história do país, com 22 dias sem energia. No caso do Amapá, a companhia não tinha nem mesmo um transformador reserva, e quando a subestação incendiou, teve que ser socorrida por outra estatal, a Eletrobrás, outra empresa pública que também está ameaçada de privatização pelo governo Bolsonaro. O caso não só contradiz Zema, que argumenta que a privatização trará mais condições de fornecimento de energia para a indústria, que está com o fornecimento abaixo da capacidade, como demonstra que o setor privado, em busca do lucro, precariza qualquer setor para economizar, mesmo que isso cause catástrofes como no Amapá. E mesmo com a privatização, após calamidades, é o setor público e o povo quem acaba pagando a conta do descaso dos capitalistas.

Segundo o governador, ainda, problema com a privatização é “oportunidade de novo”, pois assim pode ser caçar a concessão e ceder a outro, especulando e cedendo tudo ao setor privado às custas da vida do povo que, a cada “oportunidade”, sofre as consequências da falta de suas condições básicas de sobrevivência para que os empresários tirem vantagem.




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