MINAS GERAIS

Zema se reúne com Bolsonaro e Paulo Guedes e prepara privatizações e ataque à previdência

Na última quarta-feira, 16, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes para discutir a renegociação da dívida do estado com a União, em troca da qual Bolsonaro quer privatizações em MG.

sábado 19 de janeiro| Edição do dia

Foto: Repodução/Twitter. Zema, Bolsonaro e Paulo Brant.

Zema ofereceu apoio aos planos de Bolsonaro de acabar com a aposentadoria dos trabalhadores “o mais breve possível”. Ele se reuniu também com o vice-presidente, General Hamilton Mourão.

O vice-governador, Paulo Brant, e o secretário da Fazenda de MG, Gustavo Barbosa, também participaram. A dupla ultra-neoliberal de Bolsonaro e Guedes propôs ao governador reacionário que em troca do parcelamento e suspensão do débito de cerca de 87 bilhões, o governo federal quer “apenas” a privatização de órgãos estatais em MG e a adoção de uma “política de teto de gastos” – que, em outras palavras, significa mais ataques à população mineira, com o desmonte dos serviços públicos.

Já ficou claro que Zema tem como aliados não apenas Bolsonaro, Mourão e Guedes, mas o STF golpista, que anunciou o desbloqueio de R$ 443,3 milhões das contas de Minas Gerais, verba bloqueada durante o mandato de Fernando Pimentel (PT) que, por sua vez, escolheu descarregar o boicote nas costas dos trabalhadores, com parcelamentos e atrasos de salários e 13º, o que tem sido mantido por Zema apesar de toda a demagogia que fez em sua campanha.

Zema postou em sua conta no Twitter que está “estreitando os laços” com os que mais querem retirar direitos e entregar as riquezas brasileiras para o imperialismo norte-americano:

No mesmo dia, Zema e Mourão se encontraram, com o mesmo objetivo de “estreitar os laços para ter uma Minas eficiente”. Confiante, o vice-presidente elogiou o governador: “Ele tem propósitos e planos. Vai atingir seus objetivos.”.

Sabendo que os objetivos de Zema são inconciliáveis com os objetivos da esmagadora maioria da população, seu sucesso dependerá da resposta que os trabalhadores darão a seus ataques, sabendo que já deram, esse ano, uma demonstração em uma greve que suspendeu a privatização da Unidade de Atendimento Integrado – Praça Sete.

Leia também: Trabalhadores de MG mostram o caminho pra derrotar ataques de Bolsonaro

Não é novidade que o objetivo de Zema no governo de MG é privatizar e retirar os direitos da classe trabalhadora que é uma das mais volumosas do país. Ele mesmo não exita em assumir, com certo orgulho, como fez em entrevista à Record, que pretende privatizar a CEMIG e a COPASA para os capitalistas lucrarem mais.

Sobre a política privatista do governador de MG, Flavia Valle, professora e colunista do Esquerda Diário, declarou:

“Enquanto Romeu Zema afirma que as estatais teriam ’uso político’, a verdade é que ele quer trocar as indicações de cargos em estatais pela entrega direta destas estatais para os burgueses que estão por trás de sua campanha e do financiamento do NOVO e da onda bolsonarista na qual ele surfou."

Como retribuição à aliança com Bolsonaro, Zema vai ser um de seus escudeiros mais fiéis, não apenas apoiando a Reforma da Previdência e privatizações como a da Petrobras, sabendo que o presidente prepara a maior entrega de pré-sal da história. O governador vai usar em MG a mesma política entreguista e de ataques.

Cabe ao funcionalismo público, trabalhadores da CEMIG e da COPASA, professores, metroviários, motoristas do transporte públicos, enfim, à gigante classe trabalhadora mineira, impedir a implementação dos planos de Zema, Bolsonaro, Guedes e Mourão. Para isso, as centrais sindicais e entidades estudantis, sobretudo CUT, CTB e UNE, devem apresentar imediatamente um plano de lutas, e organizar a resistência de trabalhadores e juventude em seus locais de trabalho e estudo.




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