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Zema pretende manter união de secretária da Agricultura com a do Meio Ambiente em MG

Governador eleito de Minas Gerais, onde teve a maior tragédia ambiental do país que ocorreu a exatamente a 3 anos atrás, Romeu Zema (Novo), quer manter união entre as secretarias de Meio Ambiente e Agricultura.

segunda-feira 5 de novembro| Edição do dia

Governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), quer manter união entre as secretarias de Meio Ambiente e Agricultura. A declaração é escandalosa nesse momento em que se completam três anos do rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG). Desastre que deixou 19 mortos, mais de 1500 desabrigados, 670 Km de ecossistema destruídos e com todos responsáveis impunes.

O futuro governador segue na mesma linha de Bolsonaro que anunciou, no último dia 30, a fusão dos dois ministérios através de sua equipe de governo. Dois dias depois, com a repercussão negativa, acabou tendo que recuar no discurso, deixando a possibilidade em aberto. Porém, já foi claro em dizer que se mantiver o ministério do meio ambiente, a pasta será comandada por alguém que não seja “xiita” e que não “crie dificuldades para o nosso progresso”.

Zema também tenta manter uma dúvida sobre a união das secretarias, afirmando que foram feitos estudos preliminares, mas que a decisão pode ser reanalisada caso algum setor venha a se sentir prejudicado.

Apesar da demagogia, a verdade é que ambos não se importam com o meio ambiente e muito menos com a vida de indígenas e quilombolas. Pelo contrário, se preocupam com o “progresso” do agronegócio e de ruralistas e que nenhum desses “setores” se sintam prejudicados em seus lucros, abrindo cada vez mais a licença para o desmatamento e a extração desenfreada de recursos naturais.

Zema é um empresário ultraliberal reacionário que quer fazer com que nós trabalhadores sejamos escravizados, para pagar a crise criada pelos capitalistas e patrões. e ja declarou que quer privatizar até escolas e hospitais, mostrando um completo desprezo por quem não tem dinheiro para pagar pelas caras escolas privadas e por planos de saúde. Para este empresário até o ar e a água devem ser privatizados, se for possível, em benefício do lucro de uns poucos.

O primeiro passo da nossa luta para que os ricos e capitalistas paguem pela crise é lutar contra Zema, Bolsonaro, a extrema direita e o golpismo, que querem arrancar violentamente todos os nossos direitos e perseguir os que lutam. Por isso exigimos da CUT, da CTB e da UNE a convocação imediata de assembleias em cada local de trabalho e estudo e a organização de comitês de luta para derrotar Bolsonaro, a extrema direita e as reformas e os já anunciados ataques de Zema, para fazer valer a força dos trabalhadores e dos estudantes nas ruas e greves.




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