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Zema, governador de MG, acena para ditadura militar e diz processo de redemocratização foi "irresponsável"

De maneira velada, Zema (NOVO), governador de Minas Gerais, acena para Ditadura Militar e diz que Constituição de 88 foi "irresponsável" ao impor que o Estado garantisse serviços públicos para os trabalhadores.

terça-feira 24 de setembro| Edição do dia

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Partido NOVO), afirmou que a democracia instaurada após Ditadura Militar é "irresponsável". Atribuiu tal irresponsabilidade ao fato de que a Constituinte de 88 "impôs" responsabilidades ao Estado que acabaram por atacar a riqueza.

"Sou nascido em 1964, exatamente no ano da revolução, ou do golpe militar. Aí depende de quem quer dar o nome. De 1964 até 1985, vivemos um regime militar, que alguns chamam de ditadura, de repressão, e de 1985 até o ano passado vivemos uma democracia que posso dizer, por mim mesmo, que foi uma democracia irresponsável”, disse Zema, afirmando que “a democracia permitiu que algumas categorias da sociedade se apropriassem do Estado”.

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Zema não esconde que seu governo está à serviço dos grandes empresários, assim como o conjunto do Partido NOVO, como Amôedo, que frequentemente declara absurdos e fomenta mentiras defendendo que a burguesia possa explorar ainda mais os trabalhadores brasileiros. O discurso de Zema, também envidência o caráter da direita pró-ditadura, que chama de revolução o regime de repressão, tortura e matança, levado à cabo pelos militares em aliança infindável com a burguesia e com o imperialismo estadunidense.

Apesar de "novo", Zema mostra que a política de governar com outros setores da direita, como o PSDB, está a serviço de implementar ataques para garantir o lucro dos empresários. Em pouco mais de 7 meses de governo, Zema vem impondo medidas como uma Reforma da Previdência ainda pior, com inclusão de todos estados e municípios, e outras medidas de ajuste fiscal para preservar os luxos dos banqueiros, grandes empresários e latifundiários.

A predileção desta direita reacionária que vibra pela ditadura militar e que não tolera sequer migalhas cedidas à população trabalhadora através da Constituinte de 88 pacutada por militares e pela burguesia, denuncia o caráter nefasto daqueles que querem fazer sangrar a classe trabalhadora para fazer com que sejamos nós que paguemos pela crise capitalista.

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Além de um ataque profundamente ideológico, pisoteando sob os corpos das centenas de mortos na ditadura militar, também denuncia seu caráter econômico, uma vez que a Ditadura permitiu o avanço de grandes monopólios estrangeiros e a ingerência imperialista que fomentou financeira e materialmente a tortura deliberada no Brasil. O caso de Henning Albert Boilesen, executiva da Ultra-gás no período militar, é um dos escâdalos que mostra essa faceta: importador de métodos de tortura e telespectador das mesmas.

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O "bolsonarismo gourmet" do partido Novo, e de seu representante no governo, Zema, devem ser combatidos com a força dos trabalhadores e da juventude, organizada contra os ataques econômicos, políticos e ideológicos, desta direita que quer amedrontar e saudar o que chamam de "revolução de 64".




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