Política

MINAS GERAIS

Zema escala Renata Vilhena e prepara ataques em MG

Flavia Valle

Professora, Minas Gerais

quarta-feira 16 de janeiro| Edição do dia

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que vem reforçando o caráter de austeridade de seu governo, escalou como consultora de seu governo Renata Vilhena, ex-secretária do Estado de Planejamento e Gestão dos governos tucanos do corrupto Aécio Neves e do golpista de primeiro escalão Antônio Anastasia.

Renata Vilhena, ex-braço direito de Aécio e do Choque de Gestão, foi responsável pelo não investimento dos 25% na área da educação em toda a gestão Aécio-Anastasia, pela Lei 100 que incorporou servidores designados sem garantia dos mesmos direitos de trabalhadores efetivos e pelo fim do Fundo de Previdência do Estado o FUNPEMG, o que contribuiu para a realidade da crise financeira do Estado de Minas Gerais hoje.

Essa proximidade do atual governo de Zema com quadros como Renata Vilhena, que foram implementadores do Choque de Gestão em Minas Gerais, mostra como o governo de Zema não tem nada de “novo”. E que para tentar governar Minas Gerais está buscando se aproximar da velha política neoliberal dos governos tucanos que tanto criticou em sua campanha, buscando aparecer como alternativa para tentar descarregar mais fortemente a crise nas costas dos trabalhadores e da população.

Após anos de “Choque de Gestão” dos governos tucanos o governo petista, mantendo a máxima de governar junto aos capitalistas e grandes empresários, seguiu descarregando a crise nas costas dos trabalhadores e da população e foi o governo que demitiu os trabalhadores efetivados sem direitos pela Lei 100, que também não investiu os 25% previstos na constituição na saúde e na educação e o que naturalizou o atraso e parcelamento dos salários nos anos recentes. Mostrando assim como um governo de conciliação de classes não pode responder às necessidades mais elementares da população e dos trabalhadores.

Zema está aprendendo na prática que não é possível governar Minas Gerais como uma rede de lojas da qual retira sua fortuna com a superexploração de milhares de trabalhadores. Por isso já teve que recuar da primeira medida privatizadora após a greve dos trabalhadores da UAI de BH, ligada à MGS. Por isso agora busca antigos quadros neoliberais e do tucanato, especialistas em governar contra os trabalhadores, como conselheiros de sua gestão.

Enquanto Zema prepara sua agenda de privatizações, ataques e austeridade, é preciso que as grandes centrais como a CUT e a CTB rompam sua trégua aos governos de Zema e de Bolsonaro e que convoquem no imediato um plano de lutas sério e coordenações desde a base dos locais de trabalho e estudo para transformar o repúdio a medidas privatizantes e de retiradas de direitos em mobilização.




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