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Zekinha, cantor de Rap do T$G, lança clipe “Liberdade”e fala do que é ser negro e pertencer as favelas

sexta-feira 19 de junho| Edição do dia

Zekinha, de apenas 19 anos, e seu pai Kaskão tem histórico de torturas e ameaças policiais que são escondidas pela mídia dos burgueses. E desse jeito continuam, através da música brasileira, um dos gêneros mais populares que é o RAP, denunciando a repressão contra os negros.

Nesse último clipe, com parcerias importantes como a que fizeram com o MC Brinquedo, Zekinha fala, com uma melopeia magnífica, sobre os complexos psicológicos dos favelados que ficam entre a cruz e a espada, de um lado, o crime e a ideologia da ostentação e do outro, o governo, que só aparece nas favelas para reprimir e não para melhorar as condições de vida e moradia. Nas palavras dele: “Proteja minha geração que o governo roubo educação, cultura, lazê e dou lança perfume, 17 e uns ROCAM pra assassinar. Pa nóis CE nun querem dar escolha”

Confira o clipe lançado a 1 semana atrás:

Em outra música, Zekinha fala sobre quando foi enquadrado pela polícia no Capão Redondo, bairro de periferia em São Paulo, divisa com Taboão da Serra e próximo ao Morumbi, onde fica a maior favela da cidade de São Paulo. Confira um trecho da letra:

“Só pra não passar batido o fato que ocorreu comigo: 5 viaturas veio me deixando oprimido, amarrou eu de fita, me soco falando assim: “É Zekinha, vida louca. Vai morrer. Deixa só eu te pega de quebrada” A vontade que fiquei foi de cuspir naquela farda. Não sei como pode esses cara vim falar que por ser cantor de rap, eles vai me assassina. Nóis denunciado a treta, tudo quanto é mutreta dessa corja de safado que trabalha pro capeta que ensina que eu herdei desse tal de Kaskão. Já que é pra ser assim, tá ligado, moro jão?”

Kaskão, a 20 anos uma estrela do RAP brasileiro, também faz vídeo denunciando o preconceito e incentivando os protestos em São Paulo e no Brasil. Nesse vídeo, denúncia a brutalidade repressão pela ROTA, ROCAN, GOE e Polícia Militar, Civil e Guarda Municipais, que mataram seu irmão de 14 anos que estava pixando e o prenderam por 7 anos no sistema prisional, a dois trabalhadores favelados brasileiros por vários policiais em comparação ao assassinato de George Floyd, pela polícia americana.

Confira o desabafo do rapper Kaskão:

Frente aos efeitos da crise sanitária e econômica, que afetam principalmente a classe trabalhadora e os negros, com protestos, cujo estopim foi a morte de George Floyd, mas que acumulam corpos, nos Estados Unidos, com Breonna Taylor, morta em sua casa, e, no Brasil, com as mortes de João Pedro, Juan de Oliveira, Jordy, Rodrigo, Marielle Franco e mais recentemente Guilherme, de 15 anos, baleado e torturado, onde ao seu lado foi encontrada uma tarja policial inscrita com as letras “SPDM PAULO”. Lembremos também o brutal assassinato do Mc DaLeste em Campinas, casos cuja investigações devem ser conduzida independentemente, com movimentos sociais, sindicatos e moradores das periferias.

É fundamental o fortalecimento das lutas antirracistas que acontecem pelo mundo, a fim de que elas questionem o sistema capitalista, responsável por gerar essa crise e por não conseguir respondê-la à altura. Por isso chamamos todos aos atos desse domingo que ocorrerão em várias cidades.




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