Internacional

EXPLORAÇÃO E ESCRAVIDÃO

Zara e lojas de marca mantém sírios em trabalho semi escravo

Refugiados da Síria trabalham na Turquia para fábrica que confeccionam roupas para marcas como Zara, Mago, Mark Spencer e Asos. O programa ''Panorama'' da emissora pública britânica descobriu que, em muitas o trabalho é extremamente precário e semi escravo, além de que em algumas dessas empresas trabalham refugiados menores de idade.

segunda-feira 24 de outubro| Edição do dia

Os refugiados cumprem jornadas de até 12 horas por dia e com frequência não contam com condições de segurança adequadas, de acordo com a emissora. Muita destas empresas de moda elaboram suas peças na Turquia, em particular em Istambul, devido ao menor custo e sua proximidade com os maiores mercados da Europa.

O programa do ’’Panorama’’ descobriram refugiados do conflito sírio, dos quais há cerca de três milhões na Turquia, trabalhando em turnos de 12 horas em fábricas que tingiam calças jeans para Mango e Zara. De acordo com a reportagem, estes trabalhadores manejavam produtos químicos sem sequer usar máscaras protetoras.

Em relação ás marcas britânicas, a ’’BBC’’ descobriu sete sírios, o mais jovem de 15 anos, trabalhando em turnos de 12 horas na principal fornecedora da Mark& Spencer, que tinham sido captados por um intermediário que lhes pagava com dinheiro apenas uma libra por hora, abaixo do salário mínimo turco. Na outra parte de Instambul, o programa encontrou várias crianças sírias trabalhando em uma fábrica onde havia amostras de roupa da Asos, uma loja de venda pela internet.

Quanto às marcas britânicas, a "BBC" descobriu sete sírios, o mais jovem de 15 anos, trabalhando em turnos de 12 horas na principal fornecedora da Marks & Spencer (M&S), que tinham sido captados por um intermediário que lhes pagava com dinheiro apenas uma libra (1,12 euro) por hora, abaixo do salário mínimo turco.

Uma inspeção posterior identificou 11 adultos sírios e três menores de 16 anos. A investigação feita pelo o programa ’’Panorama’’ mostra que os grandes empresários utilizam das centenas de imigrantes sírios como mão de obra barata e precária para aumentar sua taxa de lucro. Ou seja, os grandes capitalistas além de serem responsável por causar a destruição na Síria, alimentando grupos como o ISIS e governos locais fechados com o seu interesse, oferece como alternativa a crise que o país passa trabalhos precários em outros lugares do mundo.

O fato é que os grandes capitalistas aproveitam da situação frágil em que estão milhares de Sírios, para impor uma condição de vida cada vez mais precária a mulheres, homens e até crianças da região. Esta situação frágil só é aumentada com a propaganda reacionária da grande mídia, junto com as potências imperialista que liga os refugiados Sírios com membros do Estado Islâmico.

Contra esta situação de vida dos trabalhadores Sírios, os trabalhadores precisam retomar a tradição marxista que tem como um dos príncipios a solidariedade internacional ativa entre a classe trabalhadora. Somente assim iremos combater as tendências nacionalistas de extrema direita que oprime o povo Sírio, mas também para fortalecer estes trabalhadores contra os seus patrões.




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