Xenófobo governador do PSL e interventor em RR promete restringir a entrada de Venezuelanos

Em afirmação absurda e xenófoba, o governador eleito e nomeado interventor em Roraima pelo golpista Temer, Antônio Denarium (PSL), disse em entrevista à GloboNews que irá trabalhar “para restringir a entrada de venezuelanos”.

segunda-feira 10 de dezembro de 2018| Edição do dia

Denarium defendeu o fechamento da fronteira durante sua campanha, e agora continua promovendo uma política extremamente xenófoba, colocando toda a culpa da crise do Estado nos venezuelanos, como deixou explícito ao afirmar na entrevista que só com a diminuição da imigração “vamos resolver o caos que estamos vivendo na saúde, na educação e na segurança pública”. O governo se recusa a fornecer de assistência mínima, e reproduz a prática xenófoba que países da Europa têm para conter fluxos de africanos e do Oriente Médio.

A escolha de Denarium como interventor em Roraima, que na prática significa uma antecipação de seu mandato, expressa o objetivo que os bolsonaristas têm de realizar duríssimos ajustes fiscais para descarregar ainda mais a crise nas costas do povo pobre. Como solução para os servidores que estão sem salário desde outubro, Denarium propõe se incorporar ao programa de recuperação fiscal do governo federal, que planeja privatizar e fechar estatais, gerando consequentemente demissões em massa e perda salarial e de direitos.

Veja mais: Interventor de Roraima é o governador eleito pelo PSL, privatista e xenófobo

Em relação aos imigrantes, como ele deixou explícito durante a campanha e na entrevista, ele tem como objetivo reprimir e barrar os refugiados. Da mesma foma que as operações do Exército, junto as policias militar e civil locais, foi enviada por Temer e Pezão para usar violência contra os negros, pobres e moradores das comunidades do Rio de Janeiro, agora Denarium poderá usar das Forças Nacionais para militarizar a fronteira, controlar a vinda e imigrantes e instalar a repressão, ação semelhante à que foi feita no governo de Dilma com os haitianos.

Segundo dados da Agência da ONU para refugiados (Acnur) e da Organização Internacional para Migrações divulgados na última quinta-feira (8), o Brasil está longe de ser um dos principais destinos dos imigrantes venezuelanos. Tanto em números absolutos quanto em termos proporcionais, o Brasil recebeu menos refugiados que outros países que também fazem fronteira com a Venezuela, como a Colômbia, mas também teve um número menor em comparação com países mais distantes, como Chile e Argentina. Já são mais de 3 milhões de venezuelanos que estão sendo obrigados a sair de seu país por conta de uma crise brutal. Grande parte desses refugiados no Brasil está ficando em Boa Vista, capital de Roraima, e a resposta xenófoba do governo é uma intervenção reacionária e repressora.

É necessário exigir os mais amplos e irrestritos direitos sociais e políticos aos imigrantes da Venezuela e rechaçar toda forma de controle do Exército nas fronteiras. Os venezuelanos devem ter liberdade para transitar e se instalar em qualquer cidade do país, e garantidos seus direitos básicos à saúde (tratamento médico e medicamentos), educação (infantil, de jovens e adultos) e transporte de maneira gratuita. Esta é uma batalha de toda a esquerda brasileira, dos sindicatos e centrais sindicais junto aos organismos de direitos humanos contra o Estado dos capitalistas.




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