Educação

WILSON WITZEL

Witzel precariza professores com contratos temporários enquanto gasta milhões com caveirão

segunda-feira 14 de outubro| Edição do dia

Com um déficit de 2 mil professores, segundo o site Folha Dirigida, o Governador do Estado do Rio, Wilson Witzel, segue a tradição de Pezão e não vai fazer concurso para professores do estado do Rio. Ao contrário, a SEEDUC, comandada por Pedro Fernandes, anunciou seleção para contratos temporários para preencher 401 vagas no ano letivo de 2020. A seleção ocorre até o dia 13 de dezembro e as inscrições são no site da Secretaria de Educação.

O último concurso ocorreu em 2014, e mais esta atitude mostra como este governo é inimigo da educação. Wilson Witzel e Pedro Fernandes tentaram acabar com o plano de carreira dos professores, com o decreto que acabava com o quinquênio, e voltaram atrás depois de grande repúdio que este ataque recebeu. No entanto, apesar da demagogia, as atitudes deste governo mostram que os professores não podem ficar satisfeitos apenas com o recuo momentâneo, pois eles sempre poderão voltar com o ataque, seja em outras frentes de batalha ou seja reacendendo a discussão acerca do quinquênio, do plano de carreira ou ainda, da proposta de redução de jornada de trabalho com redução de salário dos servidores públicos, defendida por Witzel em determinados momentos deste ano, junto com a defesa pelo governador da inclusão da aposentadoria dos servidores públicos estaduais na odiosa reforma da previdência de Bolsonaro.

Enquanto isto, Witzel investe pesado na repressão, fazendo propaganda do novo modelo do "mini-caveirão", uma picape Nissan Frontier blindada que sera dada de presente à sua polícia para levar adiante as operações assassinas nas favelas. Este novo veículo de guerra aos pobres esteve exposto nas entradas do Rock In Rio, como vitrine da política do governador. Cada Nissan Frontier, sem a blindagem e adquirido na loja, está custando cerca de R$ 155 mil. O valor do mini-caveirão ainda não foi divulgado, mas com certeza daria para fazer concursos para muito mais do que os 2 mil professores que oficialmente diz-se ser a demanda no estado.

Seu governo já bateu recorde no índice de morte pelos policiais, dentre estas, 5 crianças incluindo a menina Ágatha. Witzel tem como política de "segurança pública" assassinar a juventude pobre e os jovens negros, os nossos alunos, continuando a falida "guerra às drogas" que ajuda a gerar muito dinheiro para o tráfico e para as milícias com a proibição da venda de drogas, e que é usada pelo estado para justificar as operações assassinas, o racismo do estado e a repressão contra pobres e trabalhadores pela polícia.

Enquanto os professores estão com salário congelado há cinco anos, e os trabalhadores terceirizados sofrem com constantes atrasos e mudanças de contratos, o secretario Pedro Fernandes declarou que ira disponibilizar cinco ônibus por escola a cada mês até o final do ano. Atitude escancara ainda mais o uso demagógico da SEEDUC para mascarar o massacre que esta sendo o governo Witzel.

Tentam fazer sua demagogia, mas basta um olhar para a política de segurança/assassinato público e o objetivo de se lançar candidato a presidência em 2022, para se ver que não passam de migalhas jogadas dos pratos dos políticos que destinam a maior parte do orçamento público para empresas privadas, como as fabricantes de armas e acessórios para a polícia.

É preciso que todos os trabalhadores da educação, efetivos e terceirizados unam-se no dia 23 e digam não a precarização das escolas públicas, a militarização do ensino e a criminalização da juventude, em um movimento desde a base para romper com a paralisia das direções do SEPE.




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