Política

RIO DE JANEIRO

Witzel perde mais um Secretário de Saúde e escala militar para ocupar o cargo

segunda-feira 22 de junho| Edição do dia

Witzel perde seu Secretário da Saúde hoje. Fernando Ferry ficou pouco mais de um mês à frente da pasta e já pediu para sair. No lugar, entrará o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Alex da Silva Bousquet. Bousquet é médico, já participou do treinamento do serviço de motociclistas para o SAMU e também já participou da gestão pública, como Diretor de Assistência no Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, o Iaserj, em 2008, participando do processo de transferência das unidades deste Instituto do Centro para o Maracanã.

Sua passagem no Iaserj, que sofreu uma série de ataques e desmontes, assim como sua formação em Gestão Operacional nas Organizações de Saúde pela Fundação Ceperj e MBA Executivo em Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o habilita para seguir no histórico desmonte que vem acontecendo na Saúde do Rio de Janeiro, desmonte que envolve a transferência de dinheiro público para as Organizações Sociais, que, por sua vez, não pagam os trabalhadores como é o caso do Hospital Estadual Anchieta, aonde trabalhadores da Saúde estão sem receber em plena pandemia.

Witzel se vê envolvido em uma das suas maiores crises desde o início do seu governo, com um processo de impeachment aberto na Alerj, com o avanço de Bolsonaro contra ele, por um lado, e por outro, com o justo repúdio dos trabalhadores e do povo pobre e negro com as operações policiais que vem matando jovens negros e pobres nas favelas, com o ódio pela corrupção na Saúde - com Hospitais de campanha prometidos até hoje não construídos e respiradores superfaturados, Organizações Sociais lucrando horrores e capitalistas donos destas empresas pagando propina para isso.

Este justo sentimento de revolta contra Witzel não pode ser aparelhado por Bolsonaro ou pelo judiciário e a Alerj, pois ambos também foram responsáveis por tudo o que ocorre hoje no Rio. É hora dos trabalhadores se organizarem ao lado do povo pobre e negro para dar uma saída independente que responda a grave crise sanitária, política e econômica pela qual o país atravessa.

Leia mais: O que está em jogo com a abertura do processo de impeachment de Witzel?




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