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CORONAVÍRUS

Witzel engaveta verba para Hospital de Campanha em São Gonçalo

Witzel segue negligenciando as cidades do Estado do Rio, sem investir seriamente na saúde, em seu jogo de empurra que já rendeu um ex subsecretário preso e a compra de respiradores que não servem para tratar da covid-19.

terça-feira 12 de maio| Edição do dia

Em São Gonçalo, a população sofre com a lentidão para a entrega do Hospital de Campanha que está sendo construído no Clube Mauá, no Centro do município. São Gonçalo tem um respirador para cada 25 mil habitantes. A cidade recebeu R$90 milhões para a construção do Hospital de Campanha que ainda não ficou pronto e não tem previsão de ser inaugurado. O dinheiro foi para o fundo Estadual de Saúde, gerido pelo Governo do Estado, que colocou o esqueleto no Mauá, acabando com um projeto social para 400 crianças que acontecia no local.

Witzel recebeu o dinheiro do governo federal, uma quantia irrisória frente à ajuda que Bolsonaro tem dado aos bancos, e não bastando isso, também não fez nada com o dinheiro. Witzel e Bolsonaro estão juntos contra o povo de São Gonçalo, atendendo aos interesses dos capitalistas. A própria Câmara de Vereadores de São Gonçalo votou uma moção de repúdio contra o governador esta semana por causa do calote na entrega do Hospital.

Importante lembrar que, a estratégia de Witzel, com o criminoso jogo de empurra e a corrupção da secretária de saúde, contribuíram para o colapso da saúde do Rio de Janeiro, que ao invés de tomar medidas efetivas para garantir os equipamentos, por exemplo, em meio à pandemia, Witzel se acomodou no jogo de empurra com o negacionista Bolsonaro e no discurso de isolamento social, que não é suficiente se não há condições materiais para as pessoas ficarem em casa e se tratarem, caso fiquem doentes. Além de todo absurdo, Witzel ainda ataca a ciência com um brutal projeto que abre espaço para privatizar tudo o que é público.

Na urgência para combater essa realidade, é essencial a estatização dos hospitais privados e centralização do sistema de saúde de forma 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, e testes massivos para a população. Além da reestruturação das fábricas disponíveis com comando dos próprios operários envolvidos na produção.




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