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Witzel defende jogar míssil em trabalhadores negros em favelas

O ódio e o racismo de Witzel extrapolou os limites faz muito tempo, são exemplos bastante perversos que só escancara a brutalidade que a extrema-direita interfere nas relações raciais no Brasil, aumentando ainda mais o nível de opressão e exploração do negro. Já foram elogios a policiais envolvidos em chacina no Falet, operação policial em cima de helicóptero contra uma tenda onde trabalhadores rezavam, o apoio ao militares que fuzilaram e assassinaram dois trabalhadores em Gudalupe, etc. A última do governador foi dizer que se poderiam jogar mísseis na Cidade de Deus.

quinta-feira 20 de junho| Edição do dia

O ódio e o racismo de Witzel extrapolou os limites faz muito tempo, são exemplos bastante perversos que só escancara a brutalidade que a extrema-direita interfere nas relações raciais no Brasil, aumentando ainda mais o nível de opressão e exploração do negro. Já foram elogios a policiais envolvidos em chacina no Falet, operação policial em cima de helicóptero contra uma tenda onde trabalhadores rezavam, o apoio ao militares que fuzilaram e assassinaram dois trabalhadores em Gudalupe, etc.

Para Witzel e seus aliados que recentemente foram até a UERJ, universidade pioneira em cotas raciais, defender a extinção das mesmas, o povo negro e pobre não vale de nada. Só nesse primeiro semestre a política racista e genocida de Witzel bateu recordes, colecionou não apenas o número absurdo de cinco assassinatos pela policia diariamente, mas também chegou ao ponto de 75% dos assassinatos ocorridos serem de pessoas negras. Mas não são apenas números que formam toda essa miséria capitalista, são famílias, pais, mães e filhos que viram algum parente muito próximo ser “confundido”, guarda-chuva com fuzil, furadeira com pistola, até mesmo o uniforme escolar numa criança de doze anos, como foi com Marcus Vinicius. No capitalismo a polícia só não confunde a cor, já chega de vermos nos noticiários que mais um pai de família, mais um trabalhador foi “confundido” e assassinado pela polícia de Witzel.

Witzel na última sexta-feira (14) na Câmara Municipal de Nova Iguaçu provou o nível de crueldade e barbaridade de sua política racista e sua guerra aberta contra negros e trabalhadores. O helicóptero da TV Globo capturou cenas de trocas de tiro entre policias e traficantes e as exibiu durante no Bom Dia Rio na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, numa clara tentativa de reforçar o discurso de repressão policial em favelas. Witzel em um discurso inflamado contra o tráfico de drogas disse que “na vida não tem atalho, é muito estudo e muito trabalho” e a solução para o problema seria jogar um “míssil” na favela. Ele ainda insistiu que “em outros lugares do mundo” a “solução” para este problema também seria jogar um míssil na favela, e ainda teve a audácia de dizer que a “polícia não gosta de matar”, insinuando que os assassinatos cometidos por ela nada mais são acontecimentos banais, e não o objetivo central de sua política de genocídio do povo negro.

É absurda a maneira com que o governador do Rio de Janeiro trata a vida da população negra, é inadmissível e muito covarde Witzel achar que a solução para qualquer problema dentro de uma comunidade passa por exterminar a vida de trabalhadores com um míssil. É muito racista banalizar a vida de centenas de milhares trabalhadores em sua maioria negros, e desumano ignorar as vidas de pessoas que diariamente lidam com a exploração que o capitalismo tem a oferecer desde a hora que saem de casa para ir ao trabalho até a volta para casa.

Já está bastante claro que não será desse governo que sairá nenhuma solução para a questão da segurança pública, sua política racista quer somente assassinar a população negra e trabalhadora nas favelas. A legalização das drogas e um plano de obras públicas que gerasse empregos para a população nas favelas realmente poderiam encarar em outras perspectivas um problema que Witzel resolveria com um míssil. Resolvendo a questão de moradia, saneamento básico e infraestrutura nas favelas, essas sim seriam soluções reais que só trariam benefícios aos trabalhadores.

Essa miséria e exploração que a extrema-direita racista, principalmente, no Rio de Janeiro tem a oferecer aos trabalhadores e a juventude negra, repudiamos todos os ataques dessa extrema-direita racista e nos colocamos em luta, pois contra os racistas não se abaixa a cabeça, pelo contrário, se combate com muito ódio de classe.




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