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Weintraub reafirma ataque de Bolsonaro aos livros didáticos: "já saiu muita porcaria"

Na semana passada Bolsonaro afirmou que o problema dos livros didáticos é que são "muita coisa escrita", defendendo uma suavização dos materiais. Em transmissão ontem o ministro da Educação, Abraham Weintraub disse que a pasta já deu uma "boa limpada", mas que vai sair muito mais coisa.

quinta-feira 9 de janeiro| Edição do dia

O obscurantismo do governo Bolsonaro sob a educação não tem limites. A permanente patrulha ideológica de Bolsonaro e Weintraub sob a área agora quer intervir sob os materiais didáticos utilizados nas escolas.

Na última sexta-feira, dia 3, Bolsonaro já havia feito um comentário sobre livros didáticos em fala direcionada a apoiadores que o aguardavam em frente ao Palácio da Alvorada: "Os livros hoje em dia, como regra, é um montão, um amontoado... Muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo", afirmou o presidente.

Em uma transmissão ao vivo ao lado do presidente na última terça-feira, 7, Weintraub garantiu que a pasta deu uma "boa limpada" no material didático. "Já saiu muita porcaria, mas ainda vai (sair) alguns (livros) que a gente não gosta", disse Weintraub.

No dia de hoje, Weintraub, durante café da manhã oferecido a jornalistas, atacou o que chamou de doutrinação por parte dos materiais:

"O livro didático, a função é ensinar. A função não é doutrinar. É como foi o Enem. Em qual questão tentamos doutrinar? Zero. O que a gente quer fazer não é doutrinar, é simplesmente que elas vão para a escola e voltem melhores do que foram", disse.

Mesmo sem conseguir avançar com seu partido Escola sem Partido Bolsonaro e seu ministro vão impondo a patrulha ideológica que desejam sob as escolas. Desde a ampliação e implementação das escolas militares, até essa recente iniciativa de intervir nos livros didáticos, mostram os efeitos nefastos que o obscurantismo e o revisionismo de Bolsonaro sob a área poderão causar.




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