“Vou estar preso ou morto”: Este é o futuro dos golpistas para a juventude

Trabalhando desde os 12 anos para ajudar na renda familiar, fora da sala de aula e apanhando da polícia: essa é a cara assegurada por Alckmin a milhares de jovens negros e pobres paulistas. Uma realidade fomentada por décadas de governos do PSDB e seus aliados no estado, como o PSB que assumiu o governo e tem Jonas na prefeitura de Campinas, além dos grandes empresários e seus porta vozes, como Paulo Skaf da FIESP e dos patos golpistas. Em tempos de profunda crise política, econômica e social, esse é o retrato que o golpe institucional fortaleceu e que, com seus candidatos, busca avançar ainda mais contra a juventude não só em São Paulo, mas em todo o país.

quinta-feira 30 de agosto| Edição do dia

Um adolescente de dezessete anos falou “estou vendo que no futuro vou estar preso ou morto”, ao ser perguntado sobre quais eram suas perspectivas para quando saísse da Fundação Casa. Em uma frase este jovem expressa a visão de futuro que lhes é relegado pelos governos e grandes empresários que levam adiante o golpe institucional. O arbitrário e privilegiado judiciário, que impede a população de poder votar em quem quiser, é o mesmo que condena a juventude negra às prisões sem sequer direito a julgamento quando completam sua maioridade.

A frase desse jovem está contida numa pesquisa realizada pelo Instituto Sou da Paz em 2017, na qual entrevistou centenas de jovens menores de idade das Fundações Casa, que estão respondendo às chamadas medidas sócio-educativas porque cometeram infrações, em sua maioria de roubo ou de relação com o tráfico de drogas, uma situação que cresce com o aumento da degradação social e do desemprego frutos da crise econômica. Essa ausência de perspectiva choca, mas não se trata de uma concepção individual. Trata-se das condições que lhe foi entregue pela política consciente dos capitalistas e seus governantes, que aplicaram o golpe para despejar sua crise nos ombros dos trabalhadores e da juventude, lhes arrancando ainda mais o direito de emprego e educação.

O estudo revela que dos jovens entrevistados quase 70% não frequentavam a escola. 75% exerciam ou exerceram atividades econômicas, ou seja tiveram que trabalhar, muitas vezes para complementar a renda familiar. 75% se auto declararam negros. E apenas 18% conseguiram emprego após sair da fundação. Ou seja, trata-se da criminalização da pobreza e da juventude negra, que afastados da escola e de qualquer perspectiva de futuro, cercados de problemas econômicos e sociais, encontram no estado a única face que lhes foi reservada, a da repressão.

Este cenário tende a se agravar ainda mais com o aumento do desemprego e os ataques que afetam violentamente a vida da juventude negra, como a ampliação da terceirização, que já vinha avançando desde o governo do PT, a reforma trabalhista que legaliza os bicos e o trabalho intermitente, e a reforma do Ensino Médio junto a BNCC, que assinam embaixo do fechamento das salas de aulas e querem retirar qualquer pensamento crítico do ensino, além de estabelecer um teto de gastos para serviços sociais como saúde e educação, que no caso do Estado de São Paulo teve um projeto de lei próprio, não por um acaso apelidado de “PL da morte pelos trabalhadores”.

O Judiciário, com STF, TSE, MP e todos os juízes que ninguém elegeu mas que estão ganhando seus salários e benefícios milionários para ditar os rumos da política nacional, mostra com suas medidas autoritárias que a repressão é um meio fundamental para impor estes ataques aos trabalhadores, à juventude e ao povo pobre. Assim vão corroendo desde direitos elementares como o de votar em quem quiser, prendendo e impedindo arbitrariamente Lula de fazer sua campanha mesmo sem ter se findados os recursos que fez e com ele liderando as pesquisas eleitorais. Os dados da pesquisa também apontam que destes jovens a maioria absoluta é autodeclarada negra e são vítimas da violência de policiais. Assim também o governo Temer segue com uma intervenção federal no Rio de Janeiro, onde até mesmo Marielle teve sua vida arrancada neste estado militarizado, junto à centenas de jovens que dentro das escolas e nas ruas estão expostos às balas dos policiais.

Alckmin em sua campanha para a presidência se utiliza de seu longo governo no estado de São Paulo, com a cara de pau de utilizar a educação como um de seus eixos. O tucano que busca coroar o golpe, defende a ferro e fogo todas as reformas já impostas e a aprovação da reforma da previdência, quer levar também a realidade do fechamento das salas de aula, superexploração dos professores e carta branca para a polícia reprimir quem defende a educação como fez em São Paulo para todo o país. E o estagnado político tucano não é o único presidenciável a defender o programa da Lava-Jato e da repressão, como exemplo ainda mais escrachado e com o ódio mais explicitamente declarado também está Bolsonaro, que não é só racista, machista e LGBTfóbico, mas também defende uma política de austeridade ao gosto dos grandes empresários, do agronegócio e dos banqueiros, tendo a sua declarada defesa da repressão militar e apologia aos métodos da ditadura como ferramenta para assegurar seu programa. No mesmo saco podre está a conservadora Marina Silva amiga dos bancos e com programa neoliberal que não representa as mulheres e nem os trabalhadores [http://www.esquerdadiario.com.br/Marina-Silva-neoliberalismo-conservador-mascarado-defesa-mulheres], além de Meireles do golpista Temer, Cabo Daciolo, Álvaro Días e um longo etc nessas eleições manipuladas pelo Judiciário.

Para defender uma outra perspectiva de futuro à juventude é preciso defender uma posição anticapitalista que se enfrente com o golpe e o seu programa político, por isso mesmo sendo contra a prisão arbitrária de Lula e defendendo incondicionalmente o direito do povo decidir em quem votar, mesmo se em Lula se assim o quiser, não defendemos voto nos candidatos do PT, pois além de abrir espaço à direita em seus governos sequer se enfrentaram com o golpismo e pretendem seguir um governo de ajustes e conciliação de classes. É preciso revogar todas as reformas e a repressão contra aos trabalhadores e povo pobre, combater a entrega das grandes empresas públicas e dos recursos naturais aos países imperialistas, além de defender o não pagamento da fraudulenta dívida pública. Terminar com todos os privilégios dos políticos e juízes, que devem receber o mesmo salário de uma professora. Essas e outras propostas são defendidas pelas candidaturas anticapitalistas de Maíra Machado para Deputada Estadual e Diana Assunção para deputada federal em São Paulo, assim como por todas as candidaturas do MRT em outros estados do Brasil. Conheça, seja parte e divulgue essas ideias.




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