Economia

DEMISSÕES NA VOLKSWAGEN

Volkswagen cortará mais de 30 mil empregos

O grupo automobilístico Volkswagen, afirmou nesta sexta (18), através de seu presidente Herbert Diess, que cortará mais de 30 mil empregos em todo o mundo. Brasil está entre os 3 países mais afetados.

sexta-feira 18 de novembro| Edição do dia

O anúncio foi feito em Wolfsburg, matriz da multinacional. O total de demissões representa 5% de todos os trabalhadores da fábrica ao redor do mundo, e segundo o presidente, o motivo é que “a marca Volkswagen não dá dinheiro suficiente”. Ainda ele afirmou que o objetivo é reduzir os custos – principalmente através dos cortes de empregos, redução de salários e antecipação de aposentadorias sem reposição das vagas – em cerca de 3,7 bilhões de euros até 2020.

Dois terços das demissões acontecerão na Alemanha, e os outros países mais afetados com as demissões serão Argentina e Brasil, disse Karlheinz Blessing chefe de recursos Humanos. A Volkswagen Brasil até o momento não se pronunciou sobre essas milhares de demissões.

Essas demissões são anunciadas como forma da empresa retomar a “rentabilidade” em um momento que está envolvida em um escândalo de fraude e corrupção sobre os emissores de poluentes dos carros à diesel (conhecido como “dieselgate”). Com essa política, que se estima que ao longo de 6 anos e 11 milhões de carros produzidos em todo o mundo, a empresa economizou cerca de 6,5 bilhões de euros (quase 2 vezes mais o que pretendem economizar com as demissões). Ou seja, a retomada dos lucros dos empresários, especuladores e burocratas da Volkswagen está sendo feita através do corte de empregos e salários mesmo após terem prejudicado os trabalhadores e os consumidores – já que com as fraudes, os lucros e serviços não foram repassados aos mesmos.

Desde julho desse ano, a filial da montadora no Brasil afirma que possui 3.600 trabalhadores a mais do que necessita na fábrica de São Bernardo do Campo, região do ABC paulista, (em um total de aproximadamente 10.500 funcionários) e iniciou um plano de demissões ‘voluntária’, com redução de salários e corte de benefícios como forma de evitar as demissões em massa e, principalmente, a organização e luta dos trabalhadores. O PDV (plano de demissões voluntária) já foi aplicado a cerca de 1.300 funcionários.

É preciso lutar contra as demissões, a retirada de benefícios e também contra os ataques às políticas e direitos dos trabalhadores que não podem e não devem pagar por uma crise que não produziram. É o momento de se colocar em luta, ocupar as ruas e as fábricas para garantir o controle da produção e da distribuição pelos próprios trabalhadores, bem como a abertura das contas da empresa para demonstrar que os empresários e especuladores lucram mais do que nunca, enquanto jogam o peso da crise para os trabalhadores.




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