Juventude

POESIA

Voa, Voa, Carcará

Poema de um jovem sobre a a realidade do Brasil, a entrega do petróleo brasileiro aos estrangeiros e o novo governo Temer.

terça-feira 9 de agosto| Edição do dia

"Vinte e dois!
Os dois patinhos na lagoa."
"Bingo!", gritou a Statoil na ponta do salão.
Levantou-se sorridente e lançou mão
Do seu prêmio
Da mão do presidente:
Um campo do pré-sal
Pela qual
Fará a exploração.
Voa, voa, Carcará!

Foi fenomenal!
A Shell, amiga do Moro, não gostou dessa competição.
A Chevron, parceira do Serra, saiu porta afora, sem olhar para trás.
A Statoil, vencedora, ficou com o Campo de Carcará
E pretende fazer outros jogos contra a Petrobras.
Ou será "PetroEUAs"
A partir de agora?

Vejo sem poder interromper esse bingo, Nosso ouro negro indo
Pra mão de gringo pra gringo
Enquanto o Brasil inteiro grita "gol!"
Mas que fazer se do povo sou?
Se quem eu votei não ganhou.
Se quem ganhou caiu por ladaia de imperialista,
E o presidente, golpista, continua rindo, porque o trono da presidência esquentou;
E vê, pela TV,
Que ainda ninguém notou
O seu projeto faraônico!

É espetacular! Ninguém pode perder!
A Statoil já garantiu seu assento gourmet.
Até a Dilma parou pra ver.
E o Jucá, mandou um áudio reservando o seu lugar
"Tá ocupado?", disse ele,
"Lembra que eu faço parte desse tratado
E se não tiver lugar reservado,
Conto tudo pra Carta Capital, Folha, Esquerda Diário e pr’um jornal do cerrado!"

Vai ser fotografado, ’Historiografado’, filmado...
Ninguém pode estar dormindo.
A Petrobras perdeu tudo no bingo,
Foi jogo roubado!
No outro dia o brasileiro acordará falando
"Good morning", americanizado.
E os que sobreviveram a esse pecado,
Jamais, jamais ceder
Vamos tomar os céus de assalto,
Gritando bem alto:
"Fora, Temer!"




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